Os resultados da Petrobras no terceiro trimestre de 2019 foram bem avaliados por quatro equipes de análise que acompanham as ações da empresa. Em relatórios divulgados a clientes nesta sexta-feira, BTG Pactual, Bradesco BBI, Itaú BBA e Credit Suisse disseram ter sido surpreendidos positivamente pelos números do balanço da petrolífera, divulgados na véspera.
Para o BTG Pactual, o crescimento da produção fez com que a companhia conseguisse superar os desafios impostos pela queda dos preços do petróleo, entregando lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado de R$ 35 bilhões, 14% acima do esperado. (Leia mais abaixo)
O grande ponto positivo do trimestre, segundo relatórios do Bradesco BBI e do Itaú BBA, foram os custos no segmento de exploração e produção, que ficaram abaixo do que era previsto por eles.
Os analistas do Bradesco BBI também chamaram a atenção para o “excelente” fluxo de caixa livre ao acionista, de R$ 14,6 bilhões, “significativamente maior que o do trimestre anterior, de R$ 3,9 bilhões, e o de um ano antes, de R$ 2,3 bilhões”.
Os do Itaú BBA deram destaque ao Ebitda, que ficou 15% acima do previsto anteriormente.
Antes da divulgação do balanço, os analistas do Credit Suisse esperavam que os preços mais baixos do petróleo fossem compensar o avanço da produção da Petrobras. Surpreendentemente, dizem eles em relatório, “o terceiro trimestre foi realmente brilhante”.
O lucro ajustado de cerca de R$ 10 bilhões da companhia ficou 9% acima da projeção do Credit e 56% acima do que o mercado esperava, afirmam os profissionais. (Leia mais abaixo)
Recomendações
O BTG tem recomendação de compra para os recibos de ação (ADRs) da empresa, com preço-alvo de US$ 17,00.
O Bradesco BBI recomenda a compra dos papéis preferenciais, com preço-alvo de R$ 38,00.
O Itaú BBA recomenda a compra das ações preferenciais, com preço-alvo também de R$ 38,00, e os ADRs com preço-alvo de US$ 18,00.
O Credit Suisse recomenda a compra dos ADRs, com preço-alvo de US$ 21,00. (Leia mais abaixo)
Fonte: Valor Econômico