
Chorar não adianta, se lamentar também não. É olhar para a frente e pensar no futuro. Esse é o pensamento do meia Nélio após o rebaixamento do Campos na Série A do Campeonato Carioca. Um dos contratados para a temporada 2017, o atleta não conseguiu engrenar junto de seus companheiros e amargou a anotação de um descenso no currículo. Para resumir o panorama, o atleta utilizou uma expressão da língua portuguesa, "Inês é morta", o que indica que é tarde demais para tomar atitudes.
- O grupo é bom, tecnicamente fizemos bons jogos. Contra o Bonsucesso a bola não entrou... e outros bons jogos, onde as coisas não aconteceram. Tem coisas que são difíceis. Não ganhamos um jogo em Cardoso (local do mando de campo). Isso pesa demais. Talvez se ganhasse um jogo na primeira fase, estava classificado. Mas é "se", "se", "se"... e "Inês está morta", quer dizer, é difícil analisar depois que acontece o fato. Quando acontece, é um erro geral, desde os jogadores até quem está por fora. De repente todo mundo tem um pouco de culpa, de parcela. Se não, não acontecia - analisou.
Na visão de Nélio, a queda fica ainda mais marcada pelo fato de interromper uma série positiva do Campos, que voltou ao futebol profissional em 2015 e conquistou dois acessos seguidos no cenário estadual.
- Fico mais triste porque eles tiveram dois acessos, da C pra B e depois para a A, aí chegam algumas peças e cai. É difícil falar nessas horas, chato pra cacete, sensação horrível, mas infelizmente dois têm que cair e nós fomos premiados - declarou o meia, que ainda projetou seu futuro.
- Tem algumas coisas, algumas propostas. Meu contrato com o Campos acaba agora e devo ficar pelo Rio mesmo.
Com ou sem Nélio, o Campos volta a campo em 13 de maio, quando começa a Série B1 do Campeonato Carioca. A estreia será contra o Serra Macaense.
Fonte: FutRio