Remédio da Idade Média é usado contra superbactérias e dá certo

O estudo foi publicado esta semana no Scientific Reports, da revista científica Nature


  • 02/08/2020, 11h14, Foto: Divulgação.

Cientistas da Universidade de Nottingham, no Reino Unido, recriaram um remédio usado na Idade Média e ele demonstrou eficácia contra infecções atuais, no combate às superbactérias.

O estudo foi publicado esta semana no Scientific Reports, da revista científica Nature e o remédio medieval é conhecido como “Bald’s eyesalve”, ou “colírio de Bald”, em tradução livre. (Leia mais abaixo)

Ele foi um medicamento usado 1.000 anos atrás e é feito a partir de cebola, alho, vinho e sais biliares.

A fórmula do remédio foi encontrada pela Dra. Freya Harrison, da Universidade de Warwick, na Biblioteca Britânica, em um dos primeiros textos médicos conhecidos. Estava escrito em inglês antigo: o “Bald’s Leechbook”, ou Livro dos parasitas de Bald.

Resultados Os resultados dos estudos comprovam que o efeito bactericida do remédio antigo se estende contra vários tipos de bactérias que tendem a formar “biofilmes” em ferimentos.

Os biofilmes são comunidades de bactérias que produzem uma matriz extracelular protetora e são resistentes aos antibióticos.

A pesquisadora Jessica Pardoe e os colegas dela definem esta descoberta como “de fundamental importância”, uma vez que as infecções associadas aos biofilmes representam uma área particularmente problemática. (Leia mais abaixo)

Estas infecções de difícil tratamento ameaçam desde o êxito das cirurgias de rotina até certas terapias contra o câncer.

Alho O estudo também revelou que a potente atividade antibiofilmes do colírio de Bald não pode ser atribuída apenas a um ingrediente, como por exemplo, ao alho, mas à combinação de todos os ingredientes do antigo remédio.

Por isso, os autores destacam “a necessidade de explorar não apenas os compostos individuais, como também mesclas de produtos naturais para o tratamento de infecções por biofilmes”.

Diabéticos “Existe um alto risco de que estas úlceras do pé diabético sejam completamente resistentes a qualquer tratamento com antibióticos. Logo, existe o risco de uma pessoa desenvolver sepse […] tendo que amputar um pé ou uma perna,” explicou a Dra Freya Harrison.

O colírio de Bald mostrou-se particularmente promissor para o tratamento das infecções associadas aos pés dos diabéticos. (Leia mais abaixo)

Fonte: Só Notícia Boa



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