Relator do TRF sugere intervenção federal na Alerj caso ela não cumpra novas decisões da Justiça

Ele teme que Alerj não cumpra ordem judicial de restabelecer as prisões dos deputados Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi


  • 21/11/2017, 19h33, Foto: Campos 24 Horas.
O relator da ação sobre a Operação Cadeia Velha no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), desembargador Abel Gomes, sugeriu na tarde desta terça-feira que haja intervenção federal na Assembleia Legislativa (Alerj) não cumpra ordem judicial de restabelecer as prisões dos deputados Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi, todos do PMDB. Abel Gomes votou para que "se restitua a ordem de prisão" dos parlamentares. Outros quatro desembargadores votarão em seguida. O tribunal já havia decretado a prisão dos peemedebistas, por unanimidade, na semana passada. No entanto, a decisão foi derrubada e, depois, os três deixaram o presídio sem que a corte fosse notificada. Ao abrir a sessão, o desembargador Abel Gomes ainda reafirmou que a competência da soltura é da Justiça Federal, e não da Assembleia Legislativa. Disse também que a Alerj deveria resolver apenas sobre prisão. — Só pode expedir alvará de soltura quem expede alvará de prisão. Portanto só poderia ser revogada a prisão pelo órgão Judiciário. O que vemos aqui é uma completa violação das normas constitucionais — afirmou Abel. PUBLICIDADE De acordo com o relator do caso, a Alerj ignorou completamente o TRF-2 e sua jurisdição. Abel disse que na sexta-feira a Assembleia sequer enviou ao tribunal o resultado da sessão que revogou a prisão dos deputados. No fim de seu voto, Abel Gomes defendeu que o TRF-2 envie ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de intervenção federal se a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) criar novos "obstáculos" ao cumprimento de decisões da Justiça Federal no Rio. Relator do pedido de prisão dos deputados, Abel Gomes afirmou que a Alerj cometeu duas ilegalidades na sessão da última sexta-feira: emitiu um alvará de soltura para os deputados sem que isso passasse pelo tribunal ("usurpando competência da Justiça") e "ingressou em matéria que não é de sua competência" ao deliberar também sobre o afastamento dos deputados, quando deveria se pronunciar apenas sobre a prisão, segundono desembargador. Segundo a falar, o desembargador Messod Azulay Neto acompanhou o voto de Abel e também criticou a Alerj: — A Assembleia não perdeu sua oportunidade de escrever uma página negra na história do Rio de Janeiro.



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