Regentes da rede municipal participarão de formação com o maestro Elias Leite Campos


  • 1º/10/2026, 18h49, Foto: Ascom .

A Escola de Formação de Educadores Municipais (EFEM), da Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia (Seduct), realiza no próximo dia 9, a capacitação “Formação de Regentes: Técnica de Regência e Pedagogia Musical”, voltada aos regentes de bandas e fanfarras da rede municipal de ensino. Ministrada pelo maestro Elias Leite Campos, a atividade terá seis horas de duração, a partir das 13h, no espaço Orquestrando a Vida, no Parque Conselheiro Tomaz Coelho, com conteúdos relacionados à regência, pedagogia musical, liderança, gestão e metodologias de ensino coletivo.

A programação será dividida em dois momentos. Das 13h às 16h, os participantes terão a formação “Técnica de Regência e Pedagogia Musical”. Após um intervalo, das 16h30 às 19h30, será realizada a atividade “Práticas Musicais Diversificadas: Metodologias e Vivências para Bandas e Fanfarras”. A proposta é ampliar os recursos utilizados pelos regentes na condução dos grupos, na organização dos ensaios e no desenvolvimento das atividades de formação musical com os estudantes.

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A capacitação também parte de uma compreensão ampliada do trabalho do regente, que envolve decisões musicais e pedagógicas ao longo do processo de formação dos integrantes da banda. Elias explica que a atividade reunirá conhecimentos de diferentes áreas para aproximar os conteúdos da realidade dos profissionais.

“Será realizada uma aula voltada a maestros de bandas e fanfarras, reunindo conhecimentos de técnica de regência, liderança, gestão musical e metodologias de ensino coletivo de instrumentos. A proposta é aproximar a técnica da realidade cotidiana do maestro, compartilhando experiências e ferramentas que possam contribuir para ensaios mais eficientes, grupos mais preparados e processos de formação musical mais consistentes”, explicou o maestro.

Para a diretora da EFEM, Talita Ernesto, a formação continuada contribui para que os profissionais encontrem novos recursos para desenvolver o trabalho musical nas escolas.

“A formação de regentes promove um espaço de aprimoramento e reflexão sobre a prática musical, articulando técnicas de regência e fundamentos da Pedagogia Musical para qualificar a condução dos grupos e potencializar experiências de aprendizagem mais significativas. A proposta destaca a importância da escuta, da expressão, da sensibilidade e da intencionalidade pedagógica, compreendendo a música como linguagem capaz de favorecer o desenvolvimento, a participação e a expressão dos estudantes”, afirmou Talita.

A abordagem proposta por Elias também está relacionada à sua trajetória acadêmica. Bacharel em Regência pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), ele é mestre em Música, na área de Educação Musical, pela mesma universidade. Em sua dissertação, intitulada “O maestro de banda brasileiro e sua formação: um caminho entre a banda de música e a academia”, pesquisou a formação do maestro de banda e sua atuação no ensino coletivo de instrumentos musicais. O trabalho foi desenvolvido no Programa de Pós-Graduação em Música da UFRJ, sob orientação da professora Maria José Chevitarese.

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A trajetória musical de Elias começou sob orientação do pai, o maestro Josué Campos, e posteriormente incluiu sua participação nas bandas sinfônicas dos colégios São Vicente de Paulo e Plínio Leite, em Niterói. Durante a formação em regência na UFRJ, teve entre seus professores e orientadores André Cardoso e Ernani Aguiar, além de receber orientação e mentoria musical de Roberto Duarte, Ricardo Rocha e Dario Sotelo. Também atuou na Banda Sinfônica do Corpo de Fuzileiros Navais.

Atualmente, Elias Leite Campos é apresentado pela World Association for Symphonic Bands and Ensembles (WASBE) como regente e diretor musical da Orquestra de Sopros do Rio. Sua trajetória reúne formação acadêmica em regência, experiência profissional com grupos de sopros e pesquisa voltada à formação de maestros e ao ensino musical. Na capacitação da EFEM, essa experiência será compartilhada com os regentes da rede municipal, em uma atividade que pretende discutir não apenas a condução musical, mas também os processos de ensino e formação envolvidos no trabalho com bandas e fanfarras.



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