Redução de jornada e salário e suspensão de contratos dominam convenções e acordos coletivos

Pesquisa mostra que empresas estão recorrendo aos mecanismos autorizados pelo governo para evitar demissões


  • 23/04/2020, 09h50, Foto: Campos 24 Horas.

Com o avanço do coronavírus e o impacto da doença na atividade econômica, mais da metade das cláusulas negociadas em convenções e acordos coletivos no país já envolvem redução de jornada e salário e suspensão do contrato de trabalho.

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (23) pela pesquisa Salariômetro, elaborada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). O levantamento foi realizado de março até 17 de abril e, portanto, engloba parte do período em que teve início do distanciamento social, considerado fundamental para evitar o avanço do surto. (Leia mais abaixo)

No período analisado pelo estudo, 1.045 cláusulas foram negociadas, sendo 188 (18%) destinadas para a redução de jornada, 187 (17,9%) pela redução de salário e 181 (17,3%) pedindo a suspensão de contratos de trabalhos.

Segundo o Ministério da Economia, até 16 de abril mais de 1,7 milhão de trabalhadores já haviam sofrido corte de jornada ou tido seus contratos de trabalho suspensos.

A redução da jornada e dos salários e a suspensão do contrato de trabalho passaram a ser permitidas pelo governo como forma de evitar uma demissão em massa nesse período em que o funcionamento da economia segue afetado pelo coronavírus.

O levantamento também mostra os setores que mais têm negociado. São eles:

Bares, restaurantes, hotéis e similares (22% do total) Transporte, armazenagem e comunicações (21,6%) Comércio atacadista e varejista (12,9%) Confecções, vestuário, calçados e artefatos de couro (11,8%) Indústria metalúrgica (4,7%).   No recorte estadual, as negociações estão concentradas em Pernambuco (18,4%), Paraná (16,9%), São Paulo (13,7%), Rio Grande do Sul (11,8%) e Minas Gerais (9,8%). (Leia mais abaixo)



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