Rede de influenciadores amplia ataques ao voto feminino nas redes brasileiras

Investigação identificou discursos contra o sufrágio feminino; Cármen Lúcia afirmou que retirar esse direito seria inconstitucional


Reportagem sobre ataques ao voto feminino
Imagem: BBC News Brasil/Terra

Uma investigação da BBC News Brasil identificou uma rede de influenciadores digitais que questiona o direito das mulheres ao voto. O conteúdo circula em vídeos, podcasts e cortes nas redes sociais, com alegações de que o sufrágio feminino teria prejudicado a democracia e a organização social.

A apuração, reproduzida pelo Terra, acompanhou o fenômeno durante três meses e ouviu participantes e especialistas. Entre as posições encontradas estão a defesa da submissão feminina e do chamado voto familiar, no qual a decisão eleitoral seria atribuída ao chefe da família.

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A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, disse que a liberdade democrática permite a expressão dessas ideias, mas afirmou que extinguir o voto feminino no Brasil seria inconstitucional. Alguns citados disseram que suas declarações foram piada ou sátira; outros reafirmaram críticas ao voto individual ou não quiseram conceder entrevista.

A cientista política Tatiana Vargas-Maia avaliou que normalizar ataques ao voto feminino pode fragilizar a democracia. O direito de voto das mulheres foi instituído no Brasil em 1932.

Fonte original completa: BBC News Brasil/Terra.



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