21/10/2015 - às 18h45 - Foto: Divulgação

Um rebocador abalroou um navio flutuante de produção, armazenamento e transferência (PFSO, na sigla em inglês) P-48 na manhã desta quarta (21) causando danos patrimoniais. Não há registro de feridos ou morte. O Sindipetro NF, que acompanha o caso desde cedo, apurou que na colisão, a proa (frente) do rebocador atingiu a lateral da plataforma flutuante e abriu uma fenda de 30 centímetros no casco acima da lâmina d'água.
Segundo relatório técnico dos petroleiros encarregados da segurança, a estabilidade não foi comprometida e a plataforma opera normalmente. No momento do abalroamento, a Marinha estava a bordo da unidade. A Petrobras está tomando as providências administrativas para acionar a proprietária da embarcação e verificar a forma de reparo.
A Unidade Flutuante de Produção atua no complexo de Barracuda e Caratinga. A área é composta por campos de petróleo e gás em águas profundas, localizados a 160 km a Leste de Macaé, no nordeste do Estado do Rio de Janeiro, e cobre uma área de 493 quilômetros quadrados na bacia de Campos, a profundidades que variam de 600 a 1.350 metros. O projeto compreende dois FPSOs (navios flutuantes de produção, armazenamento e descarregamento) denominados P-43 e P-48.
Cada um pode produzir até 150.000 barris por dia e armazenar aproximadamente dois milhões de barris de óleo. A Plataforma FPSO do campo de Caratinga P-48, começou a produção a partir do poço CRT- 21, localizado a uma profundidade de cerca de 1.000m, com uma vazão de 21.700 barris por dia de óleo de 23º API. O projeto Barracuda e Caratinga teve produção iniciada com o FPSO Barracuda, P-43, em dezembro de 2004. Um total de 32 poços de produção e 22 poços de injeção foram conectados à P-43 e à P-48 e o pico de produção ocorreu a partir de 2005.