domingo, 15 de março de 2015 - Foto: Filipe Lemos / Campos 24 Horas - 5h30



Depois de 9 horas, a rebelião na Cadeia Pública Dalton Crespo, em Campos, foi controlada na madrugada deste domingo, por volta das 5 horas. Quatro presos ficaram levemente feridos e várias celas foram danificadas, resultando na transferência de alguns presos para a capital do estado. Não houve reféns.
Preocupados com as informações sobre feridos e mortos, dezenas de parentes de presos se concentraram diante da cadeia, cujo prédio foi isolado por policiais militares. Atualmente, a Cadeia Publica tem 732 presos, mas a capacidade e de 500.
Confira como aconteceu
Os detentos conseguiram abrir as celas do 1º pavimento na noite de sábado, por volta das 20 horas. Em seguida, abriram cerca de 50% das celas. Colchões e roupas foram incendiados. A Polícia Militar enviou várias equipe ao local, inclusive com reforço das cidades de Pádua e Miracema. Contudo, até a publicação desta reportagem não houve necessidade da PM intervir. Somente agentes do Serviço de Operações Especiais (SOE) entraram na cadeia. O clima foi de muita tensão no local.
Segundo parentes dos detentos que receberam ligações via celular, a rebelião teria sido motivada pela superlotação e qualidade da alimentação. Os líderes do motim ainda não foram identificados.

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Campos 24 Horas recebeu durante a madrugada telefonemas de inúmeros parentes de detentos que estavam aflitos querendo informações. Por volta das 5h, além de agentes do SOE, bombeiros também entraram na cadeia.
Presos feridos e transferidos
O diretor da unidade, Ângelo Slomp, informou que a rebelião começou após uma briga entre preso nas celas 3 e 4. Ele afirmou que apenas quatro presos ficaram feridos com lesões superficiais e confirmou que não houve mortes. Em nota, a Seap comunicou oficialmente o ocorrido. "Três detentos ficaram feridos por bala de borracha, sendo um próximo ao olho, outro na perna e o último, no braço e na perna. Eles foram encaminhados para o Hospital Geral de Guarus, em Campos".
Uma lista foi afixada na entrada da Cadeia Pública com o nome de 31 detentos que estariam nas celas três, quatro e cinco e que seriam transferidos para presídios no Rio. No entanto, a Seap informou que os 238 presos envolvidos foram identificados e levados para a 146ª Delegacia Legal e que todos serão transferidos para o Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu.