11/01/2016 10h45 | Foto: Supcom

A maior parte das escolas particulares de Campos ainda não definiu a lista de material escolar para 2016, mas a Superintendência do Procon, órgão de defesa do consumidor, já identificou que os valores cobrados nas mensalidades agora em 2016 estão em média, acima dos reajustes aplicados nos último anos.
De acordo com a superintendente do Procon, Rosangela Tavares, a média dos reajustes supera 15%, quando no ano de 2015, a maior parte das escolas aplicou o reajuste na média da inflação, mas agora em 2016 foi verificado que na maior parte das escolas, o reajuste está acima da inflação do período de um ano. A variação acima da média está sendo verificada tanto na mensalidade para o nível fundamental, o nível médio e também nas instituições de nível superior.

- O reajuste pode ser acima da inflação, quando a escola demonstra na planilha anual de investimentos, que foram feitas melhorias nas instalações ou em equipamentos pedagógicos, para proporcionar mais qualidade no ensino ou para proporcionar o bem estar do aluno. Mesmo assim, o custo desse investimento somente pode entrar na planilha se for apresentado aos pais de alunos com antecedência de 40 dias antes do fim da matrícula - alerta Rosangela.
Material escolar está em média 10% mais caro em 2016
Segundo a Associação Brasileira dos Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares (ABFIAE), tributação excessiva, desvalorização do real e o aumento dos insumos e da mão de obra contribuem para o alto valor cobrado pelos produtos. Neste início de ano, uma das principais queixas dos pais é o alto valor cobrado pelo material escolar, numa época em que o orçamento familiar está reduzido.
Segundo a Associação Brasileira dos Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares e de Escritório (ABFIAE), nos últimos 12 meses, o preço do material escolar teve um aumento, em média, de 10% e para este ano, a expectativa é de que esta elevação se mantenha.“Por conta da desvalorização do real, do aumento dos insumos, e da mão de obra, os artigos de papelaria estão mais caros. Os produtos fabricados no país, como caneta, borracha e massa escolar, podem ter um aumento de até 12% e que os produtos importados, como mochilas, lancheiras e estojos terão aumento entre 20% e 30”, explica Rubens Passos, presidente da ABFIAE.A tributação excessiva também é uma das grandes vilãs e impacta profundamente no valor dos produtos escolares.
Recentemente, o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) divulgou que esses artigos são taxados em até 47%, como no caso das canetas. Itens como apontador e a borracha escolar têm alíquota de 43%; caderno universitário e lápis, 35%.