O Gabinete de Crise da Covid-19 em Campos se reúne nesta sexta-feira (08) quando deverão ser anunciadas medidas que determinam o encerramento do lockdown no município, com a flexibilização para o retorno do funcionamento do comércio que opera com atividades consideradas não essenciais. A reunião será realizada através de videoconferência, a partir de 9 horas, com transmissão em tempo real pela internet, segundo anunciou o prefeito Wladimir Garotinho (PSD) nas redes sociais. Wladimir reconhece a necessidade dos empresários, mas já disse que seu governo busca um ponto de equilíbrio entre saúde e economia.
Na ocasião, serão discutidas as propostas das representações de classe do comércio lojista sobre a reabertura das lojas. O conjunto de sugestões foi preparado por cada uma das entidades, casos da Associação Comercial e Industrial de Campos (Acic), Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Comerciantes e Amigos da Rua João Pessoa e Adjacências (Carjopa) e Sindicato do Comércio Varejista de Campos (Sindivarejo). (Leia mais abaixo)
Além da forma como será feita a reabertura das lojas, também haverá o detalhamento da proposta de implantação de uma linha de crédito para o comércio, através do Fundo de Desenvolvimento Municipal de Campos (Fundecam), como anunciou o próprio prefeito na última quarta-feira numa entrevista.
— Esta é uma reivindicação dos comerciantes, que tem buscado estes recursos em programas de financiamento criados pelo governo federal, mas essas linhas de crédito na rede bancária tem exigências que muitos não tem como cumprir. Muitos deles não tem conseguido acesso ao crédito pois tem esbarrado em restrições. O obstáculo tem sido a certidão negativa de débito — disse o presidente da Acic, Leonardo Castro de Abreu.
O presidente da Acic também vai sugerir a prorrogação de prazos para pagamento de dívidas e propostas para parcelamento, além de negociações dos comerciantes que estão com pendências junto à Dívida Pública do Município. “O comércio já vinha atravessando sérias dificuldades com a crise. Com as lojas paradas há três semanas não há receita. Não tendo receita em caixa não há como pagar as dívidas. Até para demitir ficou dificil pois muitos não tem como pagar as verbas de rescisão ”, ponderou.
Esta semana, a Carjopa emitiu uma nota alegando que os comerciantes atingiram um limite de sacrifício. “Desde o governo anterior fomos para o sacrifício, fechamos, desempregamos, cortamos na carne, vimos nossos negócios atrofiarem, mas tudo era novo e assustador em todos os aspectos. Em seu governo, prefeito Wladimir, também somos parceiros de primeira hora, junto com outras entidades coirmãs e ainda estamos tentando manter esta parceria. Porém, atingimos um limite de sacrifício, o que nos obriga a trilhar caminhos diferentes, ou seja, o caminho da sobrevivência”.
A entidade propõe nesta reabertura do comércio que sejam estabelecidos horários de funcionamento de algumas atividades que reúne grande concentração de pessoas. Assim, sugere que bancos, lotéricas e afins tenham horário de expediente de 10h e 16h; os shopping centers, de 12 às 22h(inclusive praças de alimentação); bares e restaurantes, até 24h; e demais atividades comerciais, de 8h às 18h (Leia mais abaixo)
“É importante destacar que os horários diferenciados para inicio e término das jornadas de trabalho permitirá que o fluxo do público se dê em horários distintos, diminuindo dessa forma a concentração nos terminais dos transportes públicos e dispersão no trânsito, permitindo também que se chegue mais rápido às suas residências. E com todas as atividades se comprometendo a respeitar as regras da vida, amplamente divulgadas”, destaca a entidade.
O presidente da Carjopa, Expedito Coleto, disse que a entidade recusa a pecha de vilão atribuída ao comércio nesta crise. O presidente da CDL, José Francisco Rodrigues, também opina na mesma linha.