Rafael aposta na recuperação do prestígio com o empreendedorismo e educação

Depois de Caio Viana e Wladimir, Campos 24 Horas divulga perfil do prefeito Rafael Diniz, que já se declarou pré-candidato à reeleição este ano


  • 29/03/2020, 13h57, Foto: Divulgação.

O Campos 24 Horas apresenta aos campistas, neste domingo (29), o perfil de mais um dos principais nomes que podem disputar a cadeira de prefeito de Campos. Depois de Caio Viana (aqui) e Wladimir Garotinho (aqui), chegou a vez de Rafael Diniz, o político que derrubou o longo ciclo do grupo político liderado pelo ex-governador Anthony Garotinho à frente da prefeitura. Trata-se de uma série de publicações que o site está fazendo sobre as eleições municipais.

A política está no sangue do prefeito Rafael Diniz. Neto do ex-prefeito José Carlos Vieira Barbosa, o Zezé Barbosa, um dos mais importantes caciques da política regional nas décadas de 1960/70, filho do ex-deputado estadual Sérgio Diniz, que também foi vereador, Rafael respira política, portanto, desde cedo. Tanto é  que desde que voltou da Austrália onde foi estudar por meio de um intercâmbio, já se preparava para ingressar na política, seguindo os passos do avô e do pai e abrindo novos caminhos para continuar o que foi iniciado por Zezé. (Leia mais abaixo)

A morte do seu pai, no entanto, abreviou a decisão. O vácuo político na família seria ocupado pelo atual prefeito, nascido em Campos.  “Já tinha aspiração com relação à política, antes mesmo de ir para a Austrália estudar e aperfeiçoar o inglês. Mas o falecimento do meu pai antecipou meus planos em me candidatar”, disse o então candidato a vereador nas eleições de 2012.  

PRIMEIRO TESTE E REDES SOCIAIS - Testado nas urnas pela primeira vez, elegeu-se oitavo vereador mais bem votado com 4.384 votos. Aos anos, o advogado e servidor público concursado da prefeitura de Campos manteve uma postura bastante crítica na Câmara Municipal à então prefeita Rosinha Garotinho.

Rafael resumia as falhas na Saúde no governo da prefeita com a frase que ficou famosa em seus discursos. “Recursos não faltam, falta mesmo é gestão”.  Eram tempos em que recursos dos royalties do petróleo jorravam em maior volume bem maior nos cofres públicos. Em 2017, a prefeitura teve um dos maiores orçamentos, da ordem de R$ 2,5 bilhões.

Como vereador e candidato à prefeitura para as eleições de 2016, Rafael soube bem explorar o crescente desgaste de Rosinha no governo.

Com menos de 40 segundos de propaganda eleitoral no rádio e na televisão, Rafael corria por fora para disputar a eleição com Dr. Chicão, candidato apoiado por Rosinha. (Leia mais abaixo)

No entanto, havia um detalhe fundamental para o resultado final: era aquela a primeira eleição municipal a receber influência concreta e mesmo decisiva das redes sociais. Uma maioria silenciosa de seguidores e militantes digitais atuante nas redes sociais acionava seus dispositivos e se multiplicava para Rafael derrubar o longo ciclo do grupo político liderado pelo ex-governador Anthony Garotinho à frente da prefeitura.

Pesquisas publicadas pelo grupo de Garotinho apontavam Chicão como favorito em todos os cenários. Quando todos apostavam que a eleição seria disputada com certo equilíbrio entre os dois candidatos, eis que Rafael surpreende batendo Chicão em primeiro turno com 151.462 votos, 55,19% dos sufrágios.  

ARMADILHAS DO PODER - Na prefeitura, Rafael enfrenta as armadilhas do poder. O gestor enfrenta este ano uma queda brutal das receitas dos royalties do petróleo. No início do ano passado, a cotação do barril da commodity era de 60 dólares, caindo para menos de 30 a partir do coronavírus. No inicio do ano, anunciou um pacote com 10 medidas de ajustes para reduzir despesas e adequar o custeio da prefeitura à realidade atual das finanças. A previsão é de economizar em torno de R$ 170 milhões.

Rafael busca também alternativa para que o município se torne menos dependente dos royalties com programas de estímulo ao empreendedorismo e as microempresas.

"Esse exercício já deveria ter sido feito quando, em 2013, Campos arrecadou R$ 1,3 bilhão só de royalties, fora a receita própria. Seis anos depois, em 2019, a arrecadação pode estar chegando a R$ 535 milhões. Foi uma queda absurda. Lá atrás, quando tinha dinheiro de sobra, deveríamos ter buscado outras alternativas, para que não estivéssemos tão dependentes dos royalties. O que município arrecadou, em 2016, no último ano da última gestão, está na casa de R$ 2,6 bilhão. Já no meu primeiro ano de governo, administrei a mesma cidade com R$ 1 bilhão a menos. Tive R$ 1,6 bilhão para tudo", diz ele. (Leia mais abaixo)

Uma das vitrines entre os programas do governo do prefeito está o Cemei, o Centro Municipal de Educação Integral. No projeto da Secretaria de Educação, Cultura e Esporte (Smece), os estudantes contam não só com conteúdo básico curricular, bem como oficinas culturais, esportivas, curso de língua estrangeira, reforço escolar e muito mais em uma estrutura de primeiro mundo. O Ciep do Parque Aurora foi a primeira unidade a ser contemplada. Uma segunda unidade prestes a ser concluída está localizada no Ciep de Tocos. E, agora, com uma atuação na área de saúde, a fim de Campos consiga fazer todas as ações necessárias para conter o coronavírus.



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