
O setor de Radioterapia do Hospital Escola Álvaro Alvim completou 3 anos de funcionamento com um balanço altamente positivo em atendimento de alto padrão, aliando tecnologia e humanismo. Inaugurado em 3 de agosto de 2015, o setor logo se tornou referência em atendimento de qualidade em tratamento oncológico. Neste período de atividade, o setor atendeu a cerca de 1700 pacientes, mostrando que está apto a suprir a demanda de Campos e região quanto a procedimentos de alta complexidade em radioterapia, evitando o deslocamento de pacientes para outros centros. O HEAA resgatou, com este serviço, o compromisso histórico feito com a Liga Campista e Norte Fluminense de Combate ao Câncer, fundada em 1957.
O físico médico Paulo Lázaro Garcia, um dos responsáveis pela Radioterapia, ressaltou que o sucesso alcançado ao longo destes três anos tem a ver com a postura de todos os envolvidos no atendimento. “Somos como uma orquestra, todos imbuídos em praticar a melhor relação com os pacientes possível. Não adiantaria essa alta tecnologia, sem o respeito e o cuidado com as pessoas que nos procuram”, afirmou o físico.
São em média 70 pacientes em tratamento todos os dias, oriundos de toda a região. Ao contrário do que se possa imaginar, toda a tecnologia envolvida no tratamento está atualmente disponível em 90% do Sistema Único de Saúde. Esse é o compromisso que o Álvaro Alvim mantém apesar das dificuldades enfrentadas pela crise no SUS. Mesmo assim, ainda este ano, o setor ganhará um reforço tecnológico, foi adquirido um aparelho de braquiterapia que terá uso específico na área ginecológica. Paulo Lázaro afirma que em tratamentos como o Câncer de Mama e de Próstata, que são os mais recorrentes, o nível de resolutividade do tratamento do Álvaro Alvim está acima da média nacional.
Para marcar o aniversário, há dois meses foi instalado um sino de metal na recepção do setor, intitulado “Sino da Esperança”, que é badalado por cada paciente ao final de seu tratamento, num ato simbólico para demonstrar a sua vontade de lutar e a esperança de vencer a doença. “Nestes dois meses, 100 pessoas tocaram o sino, numa verdadeira celebração pela vida”, disse Paulo.
O aposentado Nelson Emerick, 73 anos, iniciou seu tratamento em junho e estava ansioso para tocar o sino. “Vim de Macaé todos os dias para o tratamento, sempre na maior alegria, pois sempre fui muito bem tratado aqui. E, tocar o sino, é uma demonstração de etapa vencida. Lutei pela vida e renovei minha esperança pela cura”, afirmou o Sr. Nelson.
O paciente campista Antônio Aylton Coelho, 57 anos, é outro entusiasta desta atitude simbólica do sino. Emocionado ao tocá-lo, afirmou que o carinho inicial oferecido por toda a equipe, logo se transforma em amor. “Isso ajuda muito na nossa cura”, concluiu.