Quissamã: adolescente concorre ao P. Jovem Cientista


quinta-feira, 19 de setembro de 2013   -   Foto: Secom

O Prêmio Jovem Cientista, criado em 1981, tem como objetivo incentivar a pesquisa no País (Leia mais abaixo)

Projeto IFF 10-09-13 Foto Adilson dos Santos (2)Kathleen Gomes Moreira Pereira Pinto, tem apenas 16 anos, mas já está despontando no cenário estudantil do município. A quissamaense, que frequenta o curso Técnico em Eletromecânica no IFF – Instituto Federal Fluminense, é a primeira aluna do Campus Quissamã, inscrita no Prêmio Jovem Cientista, premiação organizada pelo CNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico em parceria com Fundação Roberto Marinho, Gerdau e General Eletric.

O Prêmio Jovem Cientista, criado em 1981, tem como objetivo incentivar a pesquisa no País e é considerado um dos mais importantes reconhecimentos destinados aos cientistas brasileiros. O tema desta edição é "Água: desafios da sociedade" e irão participar do Prêmio, estudantes dos ensinos médio e superior, além de mestres e doutores, com trabalhos relacionados à solução de problemas hídricos.

“A ideia era fazer algo barato, simples e que pudesse ser usado na região. Começamos o projeto dominando a tecnologia e depois nos dedicamos à produção do protótipo. Montamos uma boia que pudesse ficar à deriva nas lagoas locais para que ela medisse o PH da água”, afirmou o Professor de Meio Ambiente Renato Gomes Sobral Barcellos, que é o orientador de Kathleen.

A degradação ambiental da restinga e das lagoas estão relacionadas com a ocupação irregular, o despejo de esgotos, a expansão urbana e, demais atividades que de uma forma ou de outra interferem nos processos biológicos e geoquímicos do ambiente. Esta interferência antrópica, ao superar a capacidade de suporte do ambiente, pode tornar irreversível a sua recuperação ou acarretar um aumento significativo nos custos de obras de mitigação dos danos provocados.

Neste contexto os estudos de monitoramento tornam-se estratégicos para o conhecimento dos processos e suas inter-relações com outros ambientes. A atuação na área de monitoramento de processos geoquímicos em ambientes lagunares motivou pesquisadores da Rede UFF de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável REMADS-UFF e do Laboratório de Computação Física - LCF do Instituto Federal Fluminense, campus Quissamã, a desenvolverem uma boia cujo o objetivo é o monitoramento de parâmetros geoquímicos para ambientes lagunares. (Leia mais abaixo)

Os temas escolhidos em cada edição buscam soluções simples e acessíveis para os desafios da sociedade brasileira. “Quando busco informações sobre as lagoas locais, acho apenas a localização, extensão e profundidade. Com a boia de deriva, poderemos analisá-las profundamente e armazenar os dados para futuros estudos ambientais”, declarou a estudante. Kathleen afirmou ainda que está animada com sua primeira experiência, pois mesmo que não seja a grande vencedora, terá aprendido muito.

Os prêmios vão de R$ 15 mil a R$ 30 mil para a categoria de mestre e doutor e de R$ 10 mil a R$ 15 mil para nível superior. No ensino médio, os três primeiros lugares recebem laptops. As instituições premiadas recebem R$ 35 mil cada e o pesquisador doutor premiado recebe R$ 20 mil. Os vencedores também são contemplados com bolsas de estudo do CNPq, além da publicação dos trabalhos. As empresas parceiras, Gerdau e General Eletric, oferecerão visitas aos laboratórios globais de pesquisa.



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