Na casa de Manoela, em Itaúna, área nobre de Saquarema, foram encontrados 37 mil euros (equivalente a R$ 231 mil) e R$ 127 mil em espécie. A ação ocorreu nas cidades de Saquarema, Rio de Janeiro, Niterói, Maricá, São João de Meriti e São Gonçalo. (Leia mais abaixo)
O g1 tentou contato com Manoela Peres, mas não tinha conseguido até a última atualização desta reportagem. Já a prefeitura informou que acompanha a ação com transparência e permanece à disposição para prestar esclarecimentos e colaborar na investigação (leia nota na íntegra ao final do texto).
Atualmente, a investigada ocupa o cargo de secretária municipal de Governança e Sustentabilidade de Saquarema. A nomeação, feita pela atual prefeita Lucimar Vidal, ocorreu nesta segunda-feira (12). (Leia mais abaixo)
Nesta operação, os agentes buscam reunir provas para o Procedimento Investigatório Criminal instaurado pela Procuradoria-Geral de Justiça, que apura crimes de organização criminosa e peculato, que teriam sido cometidos durante a gestão de Manoela.
Desde 2023, o MPRJ investiga fraudes em contratos dos programas Conexão do Futuro e Conexão Universitária. Denúncias apontavam que pessoas ligadas à então prefeita Manoela Peres abriram empresas para prestar serviços aos programas. (Leia mais abaixo)
Na época, o RJ1 exibiu reportagem mostrando que o programa educacional "Conexão do Futuro” tinha previsão de gastar R$ 326 milhões com aulas de reforço e atividades extracurriculares para os alunos da rede municipal de ensino.
Na ocasião, o diretor do programa, Lucas Amorim Floriano, teve uma empresa contratada pelo programa antes de ser nomeado para um cargo na Prefeitura de Saquarema. Enquanto funcionário público, Lucas participou da expansão do “Conexão do Futuro”, sendo o responsável por lançar o edital para escolher a organização social (OS) que iria administrar o projeto. (Leia mais abaixo)
A reportagem mostrou que o chamamento público contou com a participação de apenas uma Organização Social (O.S.) interessada, que levou o contrato de R$ 326 milhões: o Instituto de Desenvolvimento, Pesquisa e Inovação, o IDPI, que após vencer a disputa saiu em busca de contratar empresas para fornecer os serviços para os alunos, como as aulas e os materiais didáticos. O resultado foram empresas recém-criadas assumindo o serviço e recebendo o dinheiro público, ainda segundo a reportagem.
Até mesmo um ex-endereço de Lucas constava como sede de duas empresas, como também mostrado pelo RJ1. Na ocasião, Lucas Amorim negou haver irregularidades. (Leia mais abaixo)
Veja a nota da Prefeitura de Saquarema na íntegra:
"A Prefeitura de Saquarema informa que ainda não teve acesso ao material completo do Ministério Público referente à operação desta terça-feira (13). (Leia mais abaixo)
A prefeitura acompanha a ação com transparência e permanece à disposição para prestar esclarecimentos e colaborar na investigação.
Vale ressaltar que a prefeitura, desde o ano passado, tomou diversas iniciativas para dar mais robustez e transparência a diferentes processos, entre eles o não pagamento de prestadores de serviços investigados, rompimento de contratos, afastamento de profissionais e implementação de mecanismos de controle. (Leia mais abaixo)
Além disso, modernizou seus processos administrativos para garantir maior rigor e transparência. As ações tomadas visam também aprimorar a gestão pública e assegurar a correta aplicação dos recursos".