Tite cumpriu o que já havia adiantado e não é mais o técnico do Brasil depois da eliminação da Copa do Mundo diante da Croácia, nos pênaltis, nesta sexta-feira (9). A CBF, por sua vez, prometeu só tratar da sucessão após o Mundial e agora trabalhará para ter um substituto até janeiro.
O prazo foi dado por Ednaldo Rodrigues, presidente da confederação brasileira, por quem deve passar a escolha do novo treinador. Alguns de seus vices, como Francisco Noveletto, chegaram a conceder entrevistas recentes sobre o tema, mas nenhum deles têm autonomia no assunto. (Leia mais abaixo)
Gerente de seleções, Juninho Paulista não está garantido para o próximo ciclo. Assim, também é incerta sua participação na escolha do sucessor de Tite. Andrés Sanchez, ex-presidente do Corinthians, chegou a ser especulado no cargo, mas, a princípio, desmentiu a informação.
Em relação a nomes, a CBF não trabalha com nenhum específico neste momento, apesar de todas as especulações. O foco inicial é definir um perfil para o treinador para, em seguida, ir ao mercado. Uma das características que será buscada é de um técnico que trabalhe bem com jovens.
A avaliação interna é de que nomes como Vinicius Jr., Rodrygo, Gabriel Martinelli, entre outros, que chegaram à seleção brasileira pelas mãos de Tite, serão fundamentais para a tentativa do hexacampeonato nas Copas do Mundo que virão. O novo técnico deverá potencializar isso.
Um estrangeiro no comando é algo que a CBF não descarta internamente. A ressalva que Ednaldo já fez é que o nome teria que ter "envolvimento" com o futebol brasileiro. Uma condição que fortalece nomes como o de Jorge Jesus e Abel Ferreira, vencedores, respectivamente, por Flamengo e Palmeiras.
Pep Guardiola, que renovou seu contrato com o Manchester City durante a Copa do Mundo do Qatar, de fato, foi sondado no passado, mas os valores que seriam exigidos pelo treinador para assumir a seleção assustaram a CBF. A possibilidade não foi além desse contato inicial. (Leia mais abaixo)
Tite sempre evitou falar sobre quem gostaria que fosse seu substituto, mas indicou que preferiria que fosse um brasileiro. Dorival Júnior, Fernando Diniz e Cuca foram alguns dos especulados recentemente. Não há favoritismo nesse momento para nenhum deles especificamente.
A CBF não crê que conseguirá um novo treinador ainda em 2022, mas quer a definição em janeiro já visando amistosos na primeira Data Fifa de 2023, na segunda quinzena de março.
Tite se despediu do comando da seleção brasileira com o título da Copa América de 2019, o vice da de 2021 e duas eliminações em quartas de final na Copa do Mundo. Foram 81 jogos, com 60 vitórias, 15 empates e seis derrotas, aproveitamento de 80,2%, com 174 gols marcados e 30 sofridos.
Fonte: ESPN