A dor pode até ser silenciosa, mas o olhar triste de quem viu seus sonhos despedaçados justamente por aquele que deveria estar trilhando os caminhos lado a lado é sempre perceptível. A violência contra a mulher que a cada dia toma proporções absurdas abala a todos, principalmente a família das vítimas, fatais ou não.
De acordo com o Mapa da Segurança Pública, quatro mulheres são assassinadas por dia no Brasil, o que corresponde a 1440 mortes por ano, um número muito alarmante. No dia 7 de agosto, a Lei Maria da Penha completou 19 anos. Houve avanços, mas é preciso fazer cada vez mais para evitar que mais mortes aconteçam. (Leia mais abaixo)
Apesar de tanta tristeza, a sociedade como um todo vem tentando acabar com essas atrocidades como a de um ex-jogador de basquete que deu 61 socos na namorada e muitos outros casos em todos os estados. A edição 2025 da Campanha Agosto Lilás, de combate à violência contra a mulher, foi lançada na quarta-feira (6), na Comissão de Direitos Humanos, com o apoio da Bancada Feminina, da Diretoria-Geral do Senado e das Procuradorias da Mulher do Senado e da Câmara dos Deputados, em Brasília.
No Rio de Janeiro, a Secretaria de Estado da Mulher (SEM-RJ) promove a campanha Conectadas em Rede, com o objetivo de unir esforços de mobilização de setores públicos, privados, entidades de classe e setores da sociedade civil organizada. No dia 4, houve a construção da primeira unidade da Casa da Mulher Brasileira no estado do Rio de Janeiro, no bairro de São Cristóvão. A cerimônia marcou também a abertura oficial do Agosto Lilás. (Leia mais abaixo)
A Casa da Mulher Brasileira integra, em um só espaço, serviços especializados e humanizados para acolher mulheres em situação de violência. Entre os atendimentos previstos estão: Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), Centro de Referência, Casa Abrigo, Defensoria Pública, Juizado de Violência Doméstica, Promotoria, assistência social, atendimento médico e psicossocial, entre outros.
A secretária de Estado da Mulher, Heloisa Aguiar, reforçou a importância do equipamento. "Esse equipamento completo foi pensado para que nenhuma mulher precise enfrentar sozinha o caminho da denúncia ou da reconstrução de sua vida. Mais do que um prédio, estamos erguendo um símbolo de esperança. Um espaço onde a mulher encontrará apoio, proteção e oportunidade", disse. (Leia mais abaixo)
'Empoderadas' na luta pela defesa
Outra ação importante, além da Patrulha Maria da Penha, é o Programa Empoderadas, da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos. Criado em 2019 por Erica Paes, superintendente do Empoderadas e especialista em segurança feminina, é uma das iniciativas do Programa Estadual de Enfrentamento ao Feminicídio no Estado do Rio de Janeiro, em conformidade com a Lei Estadual nº 9.985 de 7 de novembro de 2022. (Leia mais abaixo)
Ele busca cumprir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, especialmente o ODS 5, promovendo a igualdade de gênero. Em entrevista ao jornal O DIA, Érica Paes fala sobre o Empoderadas.