Washington Quaquá, prefeito de Maricá e vice-presidente do PT, lançou sua candidatura à presidência do partido em um evento no Rio, desafiando Edinho Silva, o favorito de Lula. Quaquá destacou o apoio a Fabiano Horta como vice em uma potencial chapa de Eduardo Paes para o governo do Rio. O evento contou com shows e presença de lideranças políticas, enquanto o PT se prepara para eleições internas em julho. (Leia mais abaixo)
Vice-presidente do PT e prefeito de Maricá (RJ), Washington Quaquá lançou sua candidatura à presidência da sigla no Circo Voador, no Rio de Janeiro, na noite desta terça-feira. No evento, Quaquá afirmou que a legenda "não vai abrir mão" de Fabiano Horta como vice de uma possível chapa de Eduardo Paes (PSD) para disputar o governo estadual em 2026. Embora Paes jamais tenha confirmado qualquer intenção de concorrer ao Palácio Guanabara, o prefeito do Rio é apontado como provável candidato no ano que vem.
— O PT não vai abrir mão do Fabiano Horta como vice para o governo do Estado. É Eduardo (Paes) para governador e um vice de esquerda, o Fabiano Horta. Adoro a Benedita (da Silva). Mas o Lula deveria oferecer uma Embaixada para ela — disse Quaquá, que também comentou quem considera ser o melhor nome para concorrer pela esquerda ao Senado no Rio em 2026: — O candidato para ganhar a eleição é o (Alessandro) Molon. É um católico moderado e que tem condições de construir uma candidatura consistente e com amplo apoio. (Leia mais abaixo)
Aliado próximo de Quaquá, Horta foi vereador, deputado federal e prefeito de Maricá por dois mandatos. Ele esteve à frente do governo municipal de 2017 a 2024, após mandatos do próprio Quaquá e antes de o vice-presidente do PT ser eleito como sucessor.
A candidatura de Quaquá amplia o racha dentro da principal corrente do PT, a Construindo um Novo Brasil (CNB), composta também pelo ex-prefeito de Araraquara (SP) Edinho Silva, favorito do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ocupar o cargo. (Leia mais abaixo)
O lançamento contou com a presença de lideranças políticas do partido, como o ex-vice-prefeito do Rio Adilson Pires, o ex-ministro e presidente da Finep, Celso Pansera, os deputados estaduais Zeidan e Renato Machado, e o líder da bancada do PT na Câmara Municipal, Felipe Pires. O evento teve shows de nomes como Moacyr Luz e Neguinho da Beija Flor, além das baterias da Mangueira e da União de Maricá, escola de samba da qual Quaquá é presidente de honra.
Do outro lado da disputa, Edinho tem o apoio de lideranças do PT, como José Dirceu, Jaques Wagner, Wellington Dias, Fernando Haddad e Alexandre Padilha. O ex-prefeito de Araraquara se movimenta desde o ano passado para disputar o cargo com o partido unificado, mas esbarrou na oposição de alas do PT contrárias à sua candidatura. (Leia mais abaixo)
Em março, a corrente majoritária do PT divulgou uma nota que defendia a necessidade de “unidade partidária”, o que foi lido como um recado para que o ex-prefeito de Araraquara trabalhe para vencer as objeções ao seu nome.
Eleição direta No mesmo mês, o Diretório Nacional do PT aprovou uma resolução com o calendário e diretrizes para a realização da eleição direta no dia 6 de julho deste ano. O modelo em que cada filiado pode votar na urna eletrônica no seu preferido para comandar a legenda não era adotado pela sigla desde 2013. (Leia mais abaixo)
O documento estabelece que poderão participar da votação os Diretórios Municipais registrados na Justiça Eleitoral até 30 de abril de 2024. Estarão autorizados a votar ou serem votados os filiados que tenham seu pedido de filiação na legenda até o dia 28 de fevereiro de 2025, “desde que não tenham sido impugnados de acordo com as normas estatutárias”.
A resolução também definiu que o Encontro Nacional do PT será realizado nos três primeiros dias de agosto, enquanto as reuniões estaduais estão marcadas para o período de 19 a 27 de julho. (Leia mais abaixo)