29/11/2015 - às 12h15 - Foto: Divulgação
Por: Andressa Amaral
Neuropsicopedagoga
Encontramos em nosso dia-a-dia relatos comuns de pessoas que dizem ter dificuldade de falar em público, que ficam inibidos ou retraídos frente a outras pessoas, quando se deparam com situações sociais fora de pessoas de seu convívio rotineiro, além de apresentarem constante preocupação com o julgamento que as pessoas desconhecidas farão a respeito de seus comportamentos e atitudes.
Os tímidos desejam se relacionar com os outros, mas não sabem como fazê-lo. Além disso, eles sofrem de baixa autoestima e apresentam medo intenso da rejeição, gerando grande sofrimento. Este quadro tem se tornado cada vez mais comum nos dias de hoje, principalmente entre adolescentes, que optam pelos eletrônicos a terem que ser submetidos ao convívio social.
Várias são as causas da timidez, o próprio fator genético, as novas vivências, o meio social em que fomos criados, dentre outros. Acontece, que quando estas causas trazem consequências acentuadas para a vida destes indivíduos supostamente tímidos, a ponto de lhe causarem prejuízos na vida (social, acadêmica, profissional e afetiva) de forma excessiva e persistente, esta passa a ser uma fobia social o timidez patológica.
O fóbico social apresenta, assim como o tímido, medo enorme de se sentir o centro das atenções, de estar sendo observado negativamente, porém com muito mais intensidade que o tímido “normal”. Na maioria das vezes, o medo e a ansiedade começam muito tempo antes do evento social ocorrer e são desencadeados pela mera expectativa que o fóbico tem de vivenciá-lo e com preocupação excessiva do seu desempenho.
É interessante como situações consideradas simples, por quem não sofre de fobia social, como comer, falar em público, escrever, fora de seu contexto de rotina, causam-lhes tanta ansiedade, a ponto de serem evitadas, além de sintomas físicos. Alguns fóbicos sociais apresentam quando submetidos a este quadro, vermelhidão no rosto, sudorese intensa, tremores, taquicardia, boca seca, fala trêmula, tensão muscular, dentre outros.
Este quadro é muito comum na adolescência, fase em que diversas indagações sobre a identidade surgem, e se agrava podendo perdurar por toda vida quando não tratado, muitas vezes desencadeando outros problemas como uso de álcool, drogas e até mesmo quadro depressivo.
Buscar ajuda de especialistas, neste caso, o quanto antes é o melhor caminho. O tratamento geralmente se dá através de psicoterapia em TCC (Terapia Cognitivo Comportamental) que irá ensinar este indivíduo a superar suas limitações, além de complementação através de medicação quando necessário.