1º Encontro dos Acampados, Pré-cadastrados e Interessados na Reforma Agrária

O presidente do MSBA, Manoel Barbosa abriu o evento e falou da importância da união das famílias nas reivindicações pelos seus direitos


  • 12/02/2017 15h58 | Foto: Divulgação.
O Movimento Social Brasileiro na Agricultura - MSBA, promoveu na tarde de sábado (11/02), no ginásio do Automóvel Clube, o 1º Encontro dos Acampados, Pré-cadastrados e Interessados na Reforma Agrária da Região Norte e Noroeste Fluminense. A mesa foi composta por Manoel Barbosa - presidente do MSBA, Geraldo Pudim - deputado estadual, Francisco Bernardino - presidente da FAMAC, Edmar Teixeria - diretor da FUG, Érica Martins - integrante do MSBA e Preto membro do Acampamento Fazenda Velha. Com a presença de centenas de famílias de agricultores que aguardam por um pedaço de terra para poder exercer seu direito de trabalhar e ajudar o desenvolvimento sócio econômico, discutiram sobre as necessidades do setor, como a Adjudicação da Ação que transfere para o Incra as terras das usinas Sapucaia, Outeiro e Paraíso, que assentaria entre 6 e 8 mil famílias; Execução da penhora das fazendas que possuem dívidas com a Receita Federal e que já tiveram decisão judicial; Parceria entre o Ministério da Fazenda e o Incra passando essas áreas para assentar as famílias, ítens que fazem parte da pauta de reivindicação dos agricultores. O presidente do MSBA, Manoel Barbosa abriu o evento e falou da importância da união das famílias nas reivindicações pelos seus direitos, os objetivos da Reforma Agrária e como é o processo do acampamento e o acesso a terra, explicou que diversas usinas devem mais de 50 milhões ao governo Federal e que algumas já se encontram em fase de execução, mas que para isso acontecer tem que ter união das entidades e vontade política. Logo em seguida, o deputado Geraldo Pudim, que teve em sua campanha a bandeira do agronegócio e a agricultura familiar, abordou o tema conclamando a união dos agricultores. Pudim disse que somente uma rede de supermercado de Campos compra 30 toneladas de hortigranjeiro por dia, e essa mercadoria vem de fora. “Não pode uma cidade com mais de 4 mil quilômetros quadrados importar de outros municípios alimentos que poderiam ser cultivados aqui. Campos possui estradas, água em abundância, terra de qualidade, tecnologia e acima de tudo, um povo trabalhador, mas hoje produz muito aquém de sua capacidade.” Pudim disse que o setor agrícola é a única saída para Campos e região. Sobre a pauta de reivindicação, o deputado solicitou que o MSBA oficiasse ele sobre essas demandas e se comprometeu a buscar a solução, “O presidente da República foi meu companheiro na Câmara dos Deputados e se for necessário irei a ele pedir que resolva as questões dos assentamentos em nossa região.” Após a fala do deputado, foi a vez do presidente da FAMAC que disse que a Federação apoia o movimento legítimo dos trabalhadores rurais e que estará a disposição do que for necessário para ajudar no processo. Por fazer parte do Conselho Municipal de Saúde, disse que pode trabalhar para que o poder público chegue até os assentamentos com atendimentos em saúde. Em seguida houve a palestra proferida pela diretora do MSBA, Érica Martins, sobre o tema Acampamento Modelo, que abordou a importância dos convênios entre os Assentamentos e as universidades e entidades não governamentais, para a obtenção de novas tecnologias no manejo da terra, bem como a alfabetização dos membros. “Um assentamento é uma mini cidade que possui famílias que necessitam de atendimento constante, os agricultores com acesso às novas tecnologias e equipamentos para o trato com a terra. Temos crianças que precisam de escolas e de atividades lúdicas.” líder do Acampamento Fazenda Velha, Preto falou sobre o fortalecimento da Reforma Agrária e sua importância para o país. Temos terras improdutivas e pessoas que querem trabalhar nessas terras. Somente com a união de esforços é que iremos conseguir nosso objetivo, precisamos fortalecer nosso movimento para que possamos conseguir que as autoridades vejam a necessidade de transformar os latifúndios em assentamentos, assim iremos produzir o nosso sustento e ajudar nossa região a crescer. Vários participantes fizeram perguntas aos convidados e tiraram suas dúvidas quanto ao cadastramentos e os passos que serão dados a partir desse evento. Fonte: Ascom



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