Pudim denuncia esquema de espionagem montado para fins eleitorais


quinta-feira, 30 de maio de 2013 - Foto: Arquivo

As denúncias promovidas pelos deputados Anthony Garotinho e Geraldo Pudim acerca do esquema de espionagem ainda não foram apuradas pela justiça (Leia mais abaixo)

pudim“Há alguns meses atrás, como foi noticiado, um homem foi flagrado espionando dentro do estacionamento do hotel onde me hospedava em Copacabana. Esse homem, por uma estranha coincidência, já foi funcionário da empresa MARTE Consultoria, a mesma que está contratada pela ALERJ para fazer varreduras em nossos telefones, mas cujos sócios respondem a processo por realizar escutas ilegais. É a raposa tomando conta do galinheiro.”

Foi neste tom que o deputado estadual Geraldo Pudim tomou lugar na tribuna da Assembleia Legislativa, nesta terça-feira (28) para denunciar aquilo que, segundo ele, é um grande plano para desconstruir o nome do pré-candidato do PR ao Governo do Estado, Anthony Garotinho.

A sucessão de denúncias promovidas pelos deputados Anthony Garotinho e Geraldo Pudim acerca do esquema de espionagem ainda não foram apuradas pela justiça. No caso de Pudim,o mesmo acusa a delegada responsável pela investigação da arapongagem contra ele fez “corpo mole” e foi leniente na condução das investigações. Além das filmagens o grupo político foi informado que escutas estavam sendo feitas no apartamento do parlamentar (que a época era dirigente partidário) e locais de trabalho, o que também ocorreria contra membros de sua equipe de trabalho.

O fato, ocorrido em 2012 vem se desdobrando até a denuncia recebida nesta semana, em fato revelado ao deputado por agentes da polícia que se disseram envergonhados afirmando que Sérgio Cabral estaria “custeando com dinheiro público um grande trabalho de espionagem paralela contra seus opositores”. Os agentes não quiseram se identificar por medo de represálias. O esquema funcionaria dentro das empresas FSB e PROLE, contratadas pelo Governo do Estado para tratar de propaganda e assessoria de imprensa, mas as mesmas seriam apenas fachadas para acobertar uma estrutura criminosa de espionagem política e de fabricação de dossiês.

As verbas destinadas as empresas supostamente envolvidas no esquema já chegam a casa dos 170 milhões que foram pagos com recursos do estado. “Esse dinheiro público está sendo usado escancaradamente para pagar ‘arapongas’, detetives particulares, policiais e comprar informações. Ao menos três nomes de policiais que prestam serviços ao Palácio Guanabara já vieram à tona: o ex-policial civil Miguel Laino, expulso por corrupção no início desse ano; o inspetor da Polícia Civil Fernando César Jorge Barbosa, indiciado na CPI do narcotráfico, e o escrivão da Policia Federal Tarimar Gomes Cunha, os dois últimos com cargos no Gabinete Civil” afirmou Pudim no Plenário. (Leia mais abaixo)

“No entanto, se a lei não mostra a sua face no Rio de Janeiro, não tenham dúvidas de que ela existe nas instâncias superiores da Justiça. Não nos amedrontam ameaças, partam de onde partirem, pois começaremos a agir e com todos os meios à nossa disposição para fazer frente ao banditismo oficial, daquele tipo que só interessa aos que, aterrorizados pela perspectiva de uma derrota, temem que a perda do poder não só acabe com o saque perpetrado contra os cofres do nosso estado, mas principalmente, e é isto que realmente os atemoriza, e que os deixa em pânico: que com a perda do mandato cesse a imunidade e o tráfico de influências, que os vem mantendo fora das cadeias. “ finalizou o parlamentar.



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