Protocolo para Vigilância em Saúde da Microcefalia em Recém-nascidos

Protocolo será publicado no Diário Oficial do município nos próximos dias


04/12/2015     -    às 19h05       -     Foto: Campos 24 Horas
O diretor de Vigilância em Saúde Charbell Kury O diretor de Vigilância em Saúde Charbell Kury.
A Secretaria Municipal de Saúde apresentou na noite desta quinta-feira (3), Protocolo para Vigilância em Saúde da Microcefalia em Recém-nascidos e de Síndrome Exantemática em Gestantes. O lançamento foi feito durante a Reunião Científica sobre diagnóstico diferencial para dengue, zika e chikungunya, no auditório da Sociedade Fluminense de Medicina e Cirurgia (SFMC). De acordo com o diretor de Vigilância em Saúde, Charbell Kury, o protocolo será publicado no Diário Oficial do município nos próximos dias. A doença exantemática é definida como doença infecciosa sistêmica em que manifestações cutâneas acompanham o quadro clínico, gerando dificuldade diagnóstica. - O guia visa fornecer aos gestores e profissionais de saúde do município, uma ferramenta de suporte na gestão pública e para a tomada de decisões clínicas frente ao iminente crescimento dos casos de microcefalia no Brasil – explicou Charbell. O documento segue as recomendações da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (MS) e da Subsecretaria de Vigilância em Saúde da Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro (SES-RJ), principalmente. A Secretaria de Saúde pretende com a medida, detectar e investigar casos de gestantes com doenças exantemáticas, e fornecer todo o suporte laboratorial, imagem e condução clínica; estabelecer critérios para detecção e notificação de quadros sugestivos de microcefalia em recém-nascidos; e garantir a notificação imediata dos casos suspeitos. Além disso, tem o objetivo de definir fluxo e orientações para a assistência adequada aos pacientes, diagnóstico, vigilância e acompanhamento dos recém-nascidos com microcefalia; divulgar para a população, em especial mulheres em idade fértil e as gestantes, medidas de proteção individual, mesmo sem evidências até o momento de relação causal de qualquer enfermidade e agravo prévio; reforçar as ações de prevenção e controle vetorial em áreas urbanas e peri-urbanas, conforme estabelecido nas Diretrizes Nacionais do Programa Nacional de Controle da Dengue.  



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