Projeto da ferrovia que interliga o Porto do Açu já está na ANTT

A nova ferrovia vai alterar o mapa da logística da região Sudeste, a partir da abertura de uma nova rota para o agronegócio


  • Atualizado em 07/09/2025, 09h37, Foto: Campos 24 Horas/Reprodução.

Postado por Fabiano Venancio - O projeto da primeira fase da estrada de ferro EF-118, que irá conectar o trecho Vitória-Minas com o Porto do Açu, em São João da Barra, já foi encaminhado à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e deve chegar ao Tribunal de Contas da União (TCU), último passo antes do leilão em outubro. A oferta ao mercado está prevista para o primeiro semestre de 2026. O Campos 24 Horas mostra ainda como a nova ferrovia passará a ser uma nova rota para o agronegócio.

O investimento total no trecho é de R$ 6,12 bilhões, e o aporte inicial para dar viabilidade (dinheiro que viria da Vale) é calculado em R$ 1,8 bilhão. (Leia mais abaixo)

Na semana passada, União e a mineradora finalizaram, sem sucesso, a renegociação das concessões da Vitória-Minas e Carajás. A ideia do Ministério dos Transportes era usar parte dos recursos dessa renegociação, algo perto de R$ 2 bilhões, nas obras da EF-118.

A conversa entre Vale e governo pode até ser judicializada, portanto, o recurso não virá e, assim, Brasília terá de arrumar outras fontes. Mas o governo federal afirma ter outros meios par levantar o capital. (Leia mais abaixo)

As obras do empreendimento tem sido proteladas em meio a promessas e expectativas, diante da falta de um consenso entre a Vale e o governo.

A nova ferrovia promete alterar o mapa da logística da região Sudeste, a partir da abertura de uma nova rota para o agronegócio, interligando portos dos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo. O ramal ferroviário se conecta com mais de 170 km de Anchieta (ES) a São João da Barra. (Leia mais abaixo)

Em outra etapa, quando esse primeiro trecho for concluído, está planejada a extensão da malha até Nova Iguaçu, com mais de 325 km de ferrovia. O plano do governo prevê uma concessão de 50 anos. O trecho entre Anchieta e São João da Barra prevê R$ 4,5 bilhões em obras.

O projeto da EF-118 é acompanhado com lupa pelo Porto do Açu, hoje o maior complexo privado da América Latina. (Leia mais abaixo)

Em operação há 10 anos, o porto sanjoanense já recebeu R$ 22 bilhões de investimentos. Controlado pela Prumo Logística, empresa do fundo americano EIG Global Energy Partners e da Mubadala Investiment Company dos Emirados Árabes, o Açu conta com uma carteira de R$ 22 bilhões em projetos de expansão para os próximos cinco anos.

E a ferrovia chega para impulsionar ainda mais esses planos. Desde o início de suas operações, o Porto do Açu se concentrou em cargas que não dependiam de ferrovia. (Leia mais abaixo)

Do mar, vem o petróleo e o gás que abastecem os navios que passam por seus terminais. O minério de ferro, que é a vocação central das operações, chega ao porto depois de percorrer 529 km de minerodutos subterrâneos.

A estrutura de tubos recebe o minério de ferro com água, em Conceição do Mato Dentro e Alvorada (MG). (Leia mais abaixo)

Impulsionado por duas estações de bombeamento ao longo desse trajeto, o minério de ferro leva quatro dias para desembocar no terminal do Açu.

Nos últimos anos, porém, o agronegócio também passou a mirar o Porto do Açu pelas rodovias que se conectam a regiões produtoras de Goiás e Minas Gerais. (Leia mais abaixo)

Um terminal multicargas tem recebido cerca de 1 milhão de toneladas de grãos por ano, mas há planos para erguer uma estrutura dedicada ao agro.



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