HFM: projeto ampliado torna-se referência

Campos 24 Horas ENTREVISTA - Wilson Cabral - diretor do Hospital Geral de Guarus


Atualizado, segunda-feira, 27  de outubro de 2014   -     Foto: Campos 24 Horas Postador por: Fabiano Venancio Wilson 2Um projeto quando sai do papel e torna-se realidade pode sofrer, ao longo do tempo, transformações, umas para melhor adequação e outras devido à demanda. Assim aconteceu com a “jovem” instituição de saúde, o Hospital Geral de Guarus (HGG), em seus 12 anos de criação. Ele foi projetado não para emergência e, sim, para atendimento ambulatorial e atendimento especializado, de meia e alta complexidade, o que tem feito com muita propriedade. Mas, com o passar dos anos, houve necessidade de ampliar as características de emergência, atualmente com atendimento de emergência branca ou clínica (infarto, dor abdominal aguda, angina e outros, além de atendimento a idosos e suas particularidades, atendimento pediátrico entre outros). Isso, prioritariamente, já que o Hospital Ferreira Machado (HFM) atende a emergência vermelha (traumas, acidente de trânsito, acidente com arma branca e outros). Wilson verticalO diretor geral do HGG, o médico pediatra Wilson Rodrigues Cabral Filho, sai em defesa dessa transformação ocasionada com o tempo e diz que a partir daí os serviços ofertados aumentaram, fazendo com que o hospital nestes poucos anos de vida se tornasse referência em várias patologias clínicas. Hoje o HGG atende, além de Campos, a outros municípios, como São João da Barra, São Francisco do Itabapoana, São Fidélis, Cardoso Moreira, Quissamã, Carabepus e muitos outros. Confira a entrevista Campos 24 Horas– Vamos falar da “transformação” do HGG, que não foi projetado para emergência e, sim, para atendimento ambulatorial... Wilson Cabral – Você está certo, foi projetado para isso, atendimento ambulatorial e atendimento especializado, de meia e alta complexidade, o que fazemos muito bem, modéstia à parte. Só que com o recorrer dos anos houve necessidade de ampliar as características de emergência. Atendemos Campos e região, sem contar que estamos localizados em Guarus, distrito que é quase uma cidade em termos habitacional e isso tem uma simbologia muito grande. C24H– E a partir daí? Wilson – Junto com a emergência vieram a enfermaria de clínica médica e pediátrica, a UTI adulto com 15 leitos, o centro cirúrgico com emergência clínica, tudo isso com plantonistas 24h todos os dias. E temos plantonistas também no CTI, além de anestesistas e cirurgiões. Sem falar que temos plantão 24h de assistentes sociais, fisioterapeutas, enfermeiros e prestes a instalar este sistema com psicólogos. O HGG é um dos pilares da rede de emergência. Sem contar que também fazemos procedimentos cirúrgicos na especialidade de urologia, por exemplo, problemas do aparelho genitourinário, cálculos renais e outros. C24H – Já que o senhor falou em números, pode nos apresentar outros? Wilson 1Wilson – Sim, vou falar agora em especialidades de ambulatório, com cerca de 14 mil atendimentos/mês. São mais de 30 especialidades e, para citar algumas, posso falar da angiologia com quase mil/mês, a oftalmologia, também neste patamar, seguidas da neurologia, endocrinologia, urologia, otorrinolaringologia, geriatria, dermatologia e tantas outras. Só de cirurgias de emergência, fazemos uma média de 60/mês (cirurgia vascular, apendicite, etc). E tem ainda os exames de diagnóstico por imagem (raio X, ultrassonografia, tomografia, mamografia, densiometria óssea, e outros), numa média de cinco mil/mês. Em laboratório são cerca de 60 mil exames/mês, entre sangue, urina, fezes, hormonais e por aí vai... Wilson 3C24H – Essa semana foi anunciada a chegada de um novo tomógrafo para o HGG. Quando começa a funcionar de fato? Wilson – Ainda este ano, é só o tempo de desinstalar o antigo e ativar o novo, que é de última geração, um aparelho que faz exames avançados da área vascular, neurologia e do abdômen. Também proporciona exame rápido do corpo total, permitindo avaliação precisa de tumores, com alta resolução de imagem. Ele ainda faz tomografia de obesos de 120 até 200kg. Esse tomógrafo é o mais avançado de toda a rede pública da região. C24H – Mas nem só de tomógrafo sobrevive um hospital. Concorda? Wilson – Com certeza. E nós temos equipamento suficiente para atender a demanda. Estamos com novos aparelhos endoscópios, de ultrassonografia, esteiras para testes ergométricos, todos também de última geração. E já está em fase final de licitação, novos aparelhos de colonoscopia e broncoscópio. Estes dois últimos estarão substituindo os antigos, por serem mais modernos. C24H – E o problema crônico do telhado, já foi sanado? Wilson – Já temos o projeto orçado para construção de uma nova cobertura para todo hospital, para corrigir infiltrações, porque neste caso não se pode corrigir trechos e sim ele inteiro. Não está em construção ainda, porque uma nova emergência do hospital está em obras, mais ampla e com instalações ainda melhores. E uma coisa está atrelada a outra. Haverá também reforma da enfermaria da clínica médica e enfermaria da pediatria. C24H– Obras e aparelhos são importantes, mas a questão do atendimento, principalmente em hospital, é fundamental. E no geral, todo mundo reclama… Wilson - Sabemos disso e, por isso, estamos investindo também nesta área, com um projeto de humanização. Já fizemos reuniões com os vigilantes, que são os primeiros a serem vistos, não só pelos pacientes, mas como pelos seus familiares. Mostramos para eles que aqui eles têm que ter outro olhar, diferente de um banco ou outra repartição qualquer. Também fizemos com as telefonistas, recepcionistas, assistentes sociais e outros profissionais. E no dia a dia notamos uma grande diferença. Estamos também investindo em capacitação, com cursos de suporte avançado para plantonistas em emergência do hospital. C24H – Apesar disso tudo, vez ou outra se registra pacientes nos corredores... Wilson – O HGG atende toda a região, como já falei acima, e tem como base a resolução dos casos demandados. Às vezes a demanda é muito grande, já que trata-se de um hospital e aí entra a questão de vaga na rede conveniada, entre outros fatores que acabam congestionando a nossa emergência. Mas tudo isso é sazonal.



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