Programas sociais para baixa renda extrapolam Orçamento

Durante a gestão petista, os benefícios previdenciários, trabalhistas e assistenciais saltaram do equivalente a 7,3% da renda nacional, em 2003, para 9,4% no ano passado


15/05/2016       11h11     |    Foto: Divulgação cartao-bolsa-familia-2016Os programas de transferência direta de renda, um dos principais pilares do governo federal nos últimos anos, deixaram de caber no Orçamento federal. Segundo informações da Folha de S.Paulo, durante a gestão petista, os benefícios previdenciários, trabalhistas e assistenciais saltaram do equivalente a 7,3% da renda nacional, em 2003, para 9,4% no ano passado. Em valores atualizados, é como se a despesa anual do governo com essa finalidade tivesse crescido em cerca de R$ 120 bilhões, sem um aumento correspondente da arrecadação tributária. A difícil situação orçamentária é acentuada com a recessão econômica. A receita total da União caiu de 18,9% do PIB, recorde atingido em 2011, para 17,6% no ano passado –quase os mesmos 17,4% de 2003. Previdência Social, assistência a idosos e deficientes, seguro-desemprego, abono salarial e Bolsa Família respondem hoje por metade do gasto federal, excluindo da conta os encargos da dívida pública. E esse gasto deverá superar a receita deste ano em algo como R$ 100 bilhões.



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