Programa Pé diabético: atendimento continua mesmo com pandemia da Covid

Para evitar aglomeração no local, uma das medidas foi espaçar os horários das consultas


  • 08/06/2021, 11h46, Foto: SupCom.

Mesmo com a pandemia da Covid-19, o atendimento no Centro de Referência de Lesões Cutâneas e Pé Diabético, da Secretaria Municipal de Saúde, não parou. As equipes tiveram que se adaptar para continuar atendendo aos cerca de 3 mil pacientes cadastrados no programa que completou 20 anos em agosto de 2020. O Centro funciona na Rua Salvador Corrêa, nº 146, no Centro, das 7h às 18h.

A enfermeira coordenadora do programa, Marilzete Teles de Almeida, explica que, para evitar aglomeração no local, os horários das consultas passaram a ser espaçados. Além disso, segundo ela, pacientes que necessitam fazer curativos diariamente, são orientados a ir à unidade duas vezes por semana. “Os atendimentos estão sendo realizados de maneira altamente responsável”, disse. (Leia mais abaixo)

Em abril, 1.169 pessoas foram atendidas na unidade. Marilzete afirmou que o serviço de triagem, feito pela equipe de enfermagem, é essencial para o bom funcionamento do programa. “Todo dia chegam novos pacientes aqui, mas não há fila de espera. Os enfermeiros analisam caso a caso e, dependendo da necessidade da pessoa, ela já sai com a consulta médica agendada”, disse, ressaltando que o programa tem parceria com um hospital do município para atender aos casos que necessitam de internação ou cirurgia. “É o que chamamos de serviço de referência terciária em saúde”.

A assistente administrativa do Centro, Bianca Arêas, disse que, apesar de 96% dos pacientes atendidos na unidade serem portadores de diabetes, qualquer pessoa que chegar ao local com lesão cutânea (ferida) é atendida. “Na verdade, são dois programas, o Pé Diabético e o Lesões Cutâneas”.

A aposentada Tânia Maria Mattos Pereira, 60 anos, é paciente do Centro há dois anos. Devido a uma má circulação sanguínea, ela adquiriu uma úlcera varicosa, que é uma ferida de difícil cicatrização. Por isso, precisa ir à unidade para as consultas médicas e fazer curativo. “Todos aqui são bem atenciosos”, afirmou



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