Programa Municipal de Controle da Hanseníase será descentralizado

Medida será para facilitar o acesso da população. Médicos e enfermeiros das UBSs estão sendo capacitados para que o diagnóstico precoce seja feito na própria unidade


  • 07/12/2021, 15h39, Foto: Divulgação .

A Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Atenção Básica, está se preparando para descentralizar o atendimento médico a pessoas afetadas pela hanseníase. A partir do Programa Municipal de Controle da Hanseníase, médicos e enfermeiros das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do município serão capacitados para que o diagnóstico precoce seja feito na própria unidade.

Segundo o coordenador do programa, o dermatologista Edilbert Pellegrini, o objetivo maior da descentralização é facilitar o acesso da população ao serviço. “O diagnóstico precoce quebra a cadeia epidemiológica de transmissão da doença. E nossa intenção é essa, que a pessoa tenha uma unidade de saúde perto da sua residência para o diagnóstico rápido e tratamento adequado”. As UBSs que passarão a disponibilizar o atendimento serão definidas em breve pela Atenção Básica. (Leia mais abaixo)

Ele disse ainda que os primeiros passos para a descentralização do programa já começaram, com a capacitação dos médicos da Estratégia Saúde da Família (ESF), que atuam nas UBSs. “Em novembro reunimos um grupo de médicos na Faculdade de Medicina para conversarmos sobre essa nova estratégia”, afirmou Edilbert, ressaltando que a hanseníase representa, ainda hoje, um problema de saúde pública. O treinamento, de acordo com o médico, vai continuar, inclusive, de forma presencial, na sede do programa.

“É uma doença infecciosa, que tem tratamento, mas um fator agravante que é a incapacidade física que pode ocorrer a partir da perda da força muscular, impedindo a pessoa até de trabalhar. Daí a importância do diagnóstico precoce e o tratamento adequado para que o paciente fique curado e sem sequelas. Para isso, precisamos que o profissional de saúde tenha subsídios que facilitem identificar, diagnosticar e tratar a hanseníase”.

O programa funciona no Centro de Referência Augusto Guimarães (CRAG), na Estrada do Santa Rosa, no Parque Santa Clara, próximo ao Hospital Geral de Guarus (HGG), de segunda à sexta-feira, das 8h às 17h. Atualmente, 50 pacientes estão em tratamento. A média diária de atendimento chega a quatro pacientes.

O programa é referência nas regiões Norte e Noroeste Fluminense, atendendo não só moradores de Campos, mas de municípios vizinhos. “É um programa de porta aberta. Se alguma pessoa tem suspeita de hanseníase, ela pode ir direto ao programa, mesmo que não tenha encaminhamento médico. O tratamento é gratuito e acessível a todos, podendo durar de 6 meses a 1 ano, dependendo do estágio clínico da doença”.

A hanseníase é causada por uma micobactéria (bacilo de Hansen) e sua transmissão se dá através das vias respiratórias por contato prolongado. “Por isso, os familiares dos pacientes diagnosticados com hanseníase são convidados a comparecer ao programa para avaliação dermatológica na busca de sinais precoces da doença, que se manifesta inicialmente através de manchas esbranquiçadas e avermelhadas com alteração de sensibilidade da pele”, acrescentou o médico. (Leia mais abaixo)

*Fonte: Ascom 



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