
Apesar de ser uma doença comum, a hanseníase merece uma atenção especial visando sua prevenção como qualquer outra patologia. Em Campos, o Programa Municipal de Controle da Hanseníase tem atuado rigorosamente no diagnóstico e tratamento da doença, que neste ano, até o mês de abril, já contabilizou 10 casos. O Programa funciona de segunda a sexta-feira, de manhã e à tarde, na Estrada do Santa Rosa, no Centro de Referência Augusto Guimarães, prédio anexo ao Hospital Geral de Guarus (HGG).
O coordenador do Programa, o dermatologista Edilbert Pellegrini, disse que o trabalho no município é realizado há três anos. "O programa, além de atender pessoas que moram em Campos, também é referência em todo o Norte e Noroeste Fluminense e, por isso, recebe pacientes de outros municípios. É um programa de porta aberta, isto é, se alguma pessoa tem suspeita de hanseníase, ela pode ir direto ao programa sem precisar de encaminhamento médico. Após a confirmação do diagnóstico de hanseníase realizado pelos médicos ou enfermeira do programa, o usuário é atendido pela assistente social e psicóloga. Seu retorno às consultas é agendado de acordo com o esquema terapêutico ou dependente das necessidades individuais de cada usuário.", disse ao acrescentar que o número de atendimento varia em torno de 300 pacientes por mês.
Segundo o coordenador, em 2016 foram 70 casos diagnosticados. Atualmente, o programa conta com três médicos, uma enfermeira, uma assistente social, uma psicóloga, além de técnicos de enfermagem. Edilbert Pellegrini informou que o programa tem passado por um processo de descentralização de atendimento. "A intenção é expandir a realização de exames para outras unidades. Essa ideia ainda está em fase de implantação, mas já começamos a capacitar alguns profissionais que atuam na Estratégia Saúde da Família", comentou.
Além do diagnóstico e tratamento, o programa também realiza atividades de educação em saúde nas escolas municipais. Sobre a doença, Edilbert explicou que a hanseníase é causada pela bactéria Mycobacterium leprae e sua transmissão se dá através das vias respiratórias. Segundo o dermatologista, a bactéria causadora da hanseníase não é tão agressiva quanto a causadora da tuberculose, outra doença infectocontagiosa que ataca mais os pulmões.
"Para se contrair a hanseníase, a pessoa precisar ter uma vulnerabilidade e um contato mais longo e próximo com alguém que já esteja infectado. Os contatos nos ambientes familiares são propensos para a transmissão. É por isso que os familiares dos pacientes diagnosticados são convidados a comparecer ao programa para avaliação dermatológica na busca de sinais precoces da doença", ressaltou.
Ainda segundo o coordenador do programa, a hanseníase ataca, principalmente, a pele e o sistema nervoso periférico. Os principais sinais e sintomas são: sensação de formigamento, fisgadas ou dormência nas extremidades; manchas brancas ou avermelhadas, geralmente com perda da sensibilidade ao calor, frio, dor e ao toque; áreas da pele que apresentem alteração da sensibilidade e da secreção de suor; caroços e placas em qualquer região do corpo e diminuição da força muscular (dificuldade para segurar objetos).
A hanseníase é uma doença que tem cura e seu tratamento é feito através de medicamentos via oral, que são fornecidos gratuitamente pelo programa, e pode durar de seis a 12 meses. "O remédio é fornecido mensalmente para termos um controle do paciente", ressaltou Edilbert.
A pessoas que quiserem buscar mais informações sobre o Programa Municipal de Controle da Hanseníase podem fazer contato através do telefone (22) 98175-0823.
Fonte: Comunicação PMCG