Professores iniciam greve por tempo indeterminado

Em Campos, a diretora do Sepe, Odisseia de Carvalho, está realizando atos em escolas estaduais e convocando toda a categoria para a paralisação


  • 17/05/2023, 11h49 Foto: Reprodução/Campos 24 Horas.

Professores e funcionários administrativos da rede estadual de ensino no Rio de Janeiro iniciaram nesta quarta-feira (17), uma greve por tempo indeterminado. A greve foi aprovada em assembleia geral realizada na última quinta-feira. A categoria reivindica do governador Cláudio Castro, a implementação do piso nacional do magistério para os docentes e o piso dos funcionários administrativos, tendo como referência o salário mínimo nacional. A última paralisação dos professores da rede estadual ocorreu em 2016.

Em Campos, a diretora do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe), Odisseia Pinto de Carvalho, está realizando atos em escolas estaduais e convocando toda a categoria para a greve. (Leia mais abaixo)

Por meio de vídeo publicado nas redes sociais, Odisseia confirmou o estado de greve a partir desta quarta-feira e explicou que o piso salarial foi aprovado em 2008 e que os salários abaixo do piso ‘acaba com o plano de carreira’.

“Hoje, os professores e funcionários entram em greve, devido ao descaso do governador Cláudio Castro, que acaba com nosso plano de carreira e não paga nosso piso salarial a todos os educadores. Em 2008, foi aprovado o piso nacional com mais de 20 mil profissionais da educação nas ruas de Brasília, e este piso é para valorização da classe. Nós não aceitaremos que apenas 33% de aposentados e 42% de professores sejam atendidos com a proposta do governo. Por isso, hoje é greve”, finalizou a diretora.

Uma nova Assembleia foi marcada para a quinta-feira (18), às 14h, no Largo do Machado (Zona Sul da capital), em seguida, uma passeata até o Palácio Guanabara, onde será realizado um ato pacífico.

Piso Nacional

Em reunião com a secretária estadual de Educação, Roberta Pontes, e representantes da Casa Civil, no dia 10 de maio, o governo apresentou ao Sepe seu projeto de incorporar o piso nacional do magistério. No entanto, a proposta do governo não incorpora o piso a todas as carreiras. (Leia mais abaixo)

“Na verdade, o governo quer apenas reajustar os salários que estão abaixo do piso. Com isso, quem ganha acima do piso não receberá nenhum reajuste”, disse a Sepe.

Para o sindicato o correto seria implementar o piso a partir do vencimento inicial da carreira e ser adequado proporcionalmente aos demais níveis, cumprindo o que manda o atual Plano de Carreira da categoria – exatamente o que o governo anunciou que não irá fazer.

“O que o governo apresentou, além de ser ilegal, é um ataque ao Plano de Carreira dos profissionais de educação”, informou.

Além disto, o governo também não reajusta os salários dos funcionários administrativos das escolas (serventes, merendeiras, porteiros, inspetores de alunos, entre outros), que em sua maioria recebem menos do que um salário mínimo de piso.

“Hoje, o Rio de Janeiro paga o pior salário do Brasil para os educadores da rede estadual: Enquanto o piso nacional é de R$ 4.420, o professor de uma escola estadual tem um piso de R$ 1.588 como vencimento base (18 horas semanais). Os funcionários administrativos recebem um piso menor do que o salário mínimo (R$ 802,00)”, destacou o Sepe. (Leia mais abaixo)

Além das reivindicações econômicas, a categoria também defende a revogação do Novo Ensino Médio (NEM) e a convocação de concursados para o magistério dos concursos de 2013 e 2014 e de inspetores de alunos do concurso de 2013, além da abertura de novos concursos para suprir a carência de profissionais nas escolas  e para as funções de assistente social e psicólogos, como resposta ao aumento da violência no interior do espaço escolar.

 

 

 

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