
Rio - O martírio de 117 mil servidores ativos, aposentados e pensionistas estaduais parece não ter fim. Esse grupo não teve o salário de abril quitado e o governo não tem previsão de pagar o restante do que é devido. E a falta de dinheiro levou os funcionários e professores da Faetec (da Secretaria de Ciência e Tecnologia) a antecipar e aumentar o período de recesso da categoria.
As férias de julho começariam partir do próximo dia 24. Mas o prazo foi alterado: começará na próxima segunda-feira (10) e terminará no dia 21. Dias 22 e 23 caem no fim de semana e, com isso, os profissionais voltarão a trabalhar dia 24.
“Na Faetec a situação é de terra devastada. Estamos sobrevivendo”, declarou o professor Marcos Freitas, coordenador-geral do Sindicato dos Profissionais de Educação da Faetec.
Ele relatou que a maioria dos servidores está sem condições de ir trabalhar e que a decisão de antecipar o recesso é mais um paliativo. “Negociamos com a presidência (da Faetec) 15 dias de recesso e antecipamos o início. Metade dos servidores está sem o salário de abril fechado, uma situação péssima”, acrescentou Marcos, dizendo que a categoria tem esperança de, quando retornar, ter abril quitado e parte do salário de maio pago.
Maio pendente
Além dos integrantes da Faetec, a falta de pagamento do salário de abril atinge muitos aposentados, docentes da Uerj — que também são da Ciência e Tecnologia —, e servidores da Secretaria de Cultura, como bailarinos e músicos do Theatro Municipal, entre outras categorias.