Processo permanente e em franco desenvolvimento

CAMPOS 24 HORAS entrevista o secretário de Educação, Cultura e Esportes de Campos, Frederico Rangel


04/10/2015     -     0h12  -     Foto: Campos 24 Horas unnamed (70) Postado por: Fabiano Venancio O processo de construção do conhecimento é permanente e vai estar sempre em desenvolvimento. Dentro deste contexto, projetos e programas amadurecem e reforçam esse processo, que envolve tanto o aluno quanto a escola. E claro que, em meio a tudo isso, tem o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e, para ele, também são criados projetos específicos e até parcerias. O secretário de Educação, Cultura e Esportes de Campos, Frederico Tavares Rangel, um admirador do filósofo Paulo Freire, quem sabe por sua busca pela educação libertária e linha prática de pensamento, está desenvolvendo na rede municipal (são 161 escolas e 78 creches) junto com sua equipe, diferentes projetos, além de já ter outros rascunhados visando 2016. Muitos deles, como forma de aproximar essas creches e escolas das comunidades, numa verdadeira educação compartilhada. Veja a entrevista: unnamed (72)Campos 24 Horas - O ano de 2015 foi de criação de diversos projetos para a rede municipal de ensino. Existe intenção de dar continuidade a eles? Frederico  Rangel– Claro, todos terão continuidade e poderão ser estendidos. Vários projetos foram desenvolvidos no decorrer do ano com a proposta de maior aproximação entre os servidores da educação e a Smece, assim com a comunidade de modo geral. Entre eles, “A Escola é Nossa”, “Secretaria Itinerante”, “Intervalo Cultural”, entre outros. C24HMas qual a diferença de um para o outro? Frederico – “A Escola é Nossa” é um projeto de integração com demais órgãos do governo, para receber a comunidade nas unidades escolares. São ações sociais que, além de levar às famílias para dentro das escolas, dão mais comodidade para as mesmas, com palestras, atendimentos de odontologia, oftalmologia, emissão do cartão SUS, identidade, oficinas e recreações. O “Secretaria Itinerante” acontece com equipe de representantes de vários setores da Smece, que vai às unidades. Participo das visitas, sem agendamento, a fim de conhecer a realidade de cada unidade, buscar soluções e manter aproximação direta com professores, funcionários, gestão escolar e alunos. Já o “Intervalo Cultural” foi implantado agora, desenvolvido pelas gerências de Animação Cultural e Bandas e Fanfarras. A proposta é ampliar o horário do recreio, com apresentações culturais baseadas em obras de autores campistas. E conscientizar às crianças da importância do patrimônio público, material e imaterial. Ao final, as escolas confeccionam junto com os alunos maquete de um ponto histórico da cidade. C24HVocê falou de implantação de novo projeto ainda este ano. Do que se trata? Frederico – A Smece está implantando, neste segundo semestre, o Bloco Alfabetizador, contemplando as séries iniciais de 1º ao 3º ano. Foi implantado com o objetivo de garantir o direito de aprendizagem ao aluno, que pode ser acelerado com o amadurecimento dele. Os alunos dentro do Bloco Alfabetizador têm o direito à aquisição da leitura, escrita e base matemática, sem o estigma da reprovação, da frustração de estar mais velho numa classe de faixa etária menor. A leitura de mundo de cada um está associada à leitura da palavra e precisa ser respeitada de acordo com o tempo de amadurecimento da criança. Dessa forma, trabalhamos para que nossa rede possa assumir o compromisso de alfabetizar sem transferir a culpa da não aprendizagem para a criança. Num sistema de reprovação, o aluno é o único punido pelo fracasso escolar. Frederico RangelC24HMas de que forma essa proposta está fundamentada? Frederico - A iniciativa prevê o alinhamento de uma das metas do Plano Municipal de Educação (PME), em consonância com as políticas públicas federais pelo Plano Nacional de Educação (PNE), norteando a alfabetização no período de 600 dias letivos sem interrupção, dos 6 aos 8 anos. É importante ressaltar que o Bloco Alfabetizador não foi elaborado com a finalidade principal de melhorar o Ideb de 2015, pela não reprovação nos 1º e 2º anos de escolaridade, mas impulsionará a melhora para 2017. C24H- Seria uma proposta que significa melhorar a qualidade de ensino da rede e, consequentemente, do Ideb nos próximos anos? Frederico – Exatamente. Porque os alunos estarão mais bem preparados e a aprovação será consequência natural desta melhor aprendizagem. Antes de qualquer coisa, é necessário constatar a realidade de que o desempenho dos estudantes do 5º ano do Ensino Fundamental de Campos se equipara e até mesmo supera, a muitos municípios do Rio. Tanto que a média de desempenho do Ideb de 2013, que avalia a leitura, escrita e cálculos, é idêntica à média de desempenho de Niterói, com nota de 5,39. No entanto, a cidade da região metropolitana ficou muito mais bem colocada. C24HExistem outras formas de melhoramento do ensino nas escolas municipais? Frederico – Estamos realizando um trabalho intensivo de Formação Continuada dos professores, tanto das séries iniciais (Fundamental I) como das séries finais (Fundamental II). Além disso, a rede municipal de ensino fez a adesão às avaliações externas, do Sistema de Avaliação da Educação do Estado do Rio de Janeiro (Saerj), aplicadas a cada bimestre e em caráter avaliativo no último e 4º bimestre letivo. Também fazemos avaliações pelo sistema de ensino da Smece, com o objetivo de identificar às deficiências dos alunos nos descritores da Prova Brasil, e corrigi-las. C24H- E as novidades que você falou para 2016? unnamed (71)Frederico – Pretendemos iniciar o próximo ano letivo com a implantação integral do cumprimento de 1-3 da carga horária destinada ao planejamento dos professores. Promover a atualização das matrizes curriculares; promover a atualização do sistema de avaliação; ampliar a oferta da Educação de Jovens e Adultos (EJA) durante o dia e turmas de aceleração de aprendizagem, visando reduzir a distorção idade-série; trabalhar para atender a demanda da clientela de Educação Infantil, entre 4 e 5 anos, em forma de sintonia do PME com o PNE, que propõe a obrigatoriedade a partir de 2016.  



fique bem informado