O superintendente da Defesa Civil municipal, major Edson Peçanha, informou ao CAMPOS 24 HORAS nesta sexta-feira(21/12) que mantém interditado o prédio Volare, situado no Parque Tamandaré, zona nobre de Campos, em razão do risco de desabamento. Segundo ele, trata-se do primeiro prédio da cidade com problema estrutural de ordem grave e, por isso, muito dificilmente poderá ser habitado nos próximos cinco meses. O edifício foi evacuado e interditado pela Defesa Civil no dia 25 de novembro passado, após uma coluna ceder. O prédio luxuoso tem 16 andares e 28 apartamentos. Há uma empresa com especialistas em engenharia de fundações trabalhando no local para tentar encontrar uma solução. Enquanto isso, o prédio não pode ser habitado, e um casa situada ao lado também foi interditada.
"Trata-se do primeiro caso, em Campos, de um prédio que apresenta um comprometimento tão grave na estrutura. Não vejo possibilidade de liberação antes de cinco meses. Os engenheiros especialistas em fundações que cuidam do caso já reafirmaram que o problema é complexo e envolve levantamentos e estudos que não permitem conclusões em curto prazo" , declarou o major Edson Pessanha ao Campos 24 Horas. (Leia mais abaixo)
Enquanto isso, donos de apartamentos no Volare e a empresa DAC Construções e Pavimentação, responsável pela construção do prédio, travam uma disputa judicial por conta do problema. A empresa emitiu no início de dezembro uma nota sobre o caso (veja ao final desta matéria).
RELEMBRE Após um forte estrondo ouvido por moradores do Prédio Volare, situado na Rua Mariano de Brito, no Parque Tamandaré, a Defesa Civil confirmou que uma coluna de sustentação cedeu, aumentando a preocupação e decidindo interditar o edifício até que passe por uma obra de recuperação da estrutura.
No início de dezembro, a Defesa Civil, moradores do prédio Volare e representantes da empresa responsável pelas obras no local concederam uma entrevista coletiva e confirmaram que a situação é complexa. Ainda não há prazo para que o prédio volte a ser habitado.