Primeira foto de Rodrigo Bacellar em presídio federal

Bacellar foi transferido para uma prisão federal após denuncia de privilégios em uma prisão do Rio. Ele foi alvo de diferentes fases de uma operação da PF


  • 20/10/2026, 13h37, Foto; Reprodução.

Campos 24 Horas (Fonte O Globo) - Um relatório da Secretaria Nacional de Políticas Penais obtido pelo Globo mostra a primeira imagem do ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio Rodrigo Bacellar preso. Ele foi transferido para a penitenciária federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, em julho, após suspeitas dele estar recebendo privilégios em uma cadeia no Rio de Janeiro. O ex-deputado estadual está preso preventivamente por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF) suspeito de ligações com o tráfico e vazamento de operação policial. Ele sempre negou as acusações. Outros presos do Rio cumprem pena ou prisão preventiva em Mossoró.

O ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Rodrigo Bacellar, já foi alvo de diferentes fases de operações da Polícia Federal que investigam suspeitas de ligações criminosas. Na primeira, em dezembro do ano passado, Bacellar chegou a ser preso no âmbito de uma investigação que apurava o vazamento de informações sigilosas sobre operações contra o Comando Vermelho (CV).

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Ricardo Teixeira Cruz, o Ricardo Batman, foi um dos líderes da milícia conhecida como Liga da Justiça, que controlava grande parte das comunidades da Zona Oeste. Em 2022, ele foi condenado a 16 anos de prisão por mandar matar Ilton do Nascimento, em 2007. O crime ocorreu após a vítima ter se negado a ceder a linha de transporte alternativo que operava à organização criminosa Liga da Justiça.

ZINHO - Luís Antônio da Silva Braga, o Zinho, tido como chefe da maior milícia da Zona Oeste, se entregou à polícia na véspera do Natal de 2023. Ele tem 23 anotações criminais e exerce papel central na quadrilha com histórico de violência, repressão armada e dominação territorial. A pedido do Ministério Público do Rio, em fevereiro de 2024, ele foi transferido para o sistema penitenciário federal, com base, segundo o Ministério Público, em sua periculosidade e no risco que sua presença representava ao sistema carcerário estadual. A manutenção de sua prisão em unidade de segurança máxima permanece vigente.

TONI - Toni Ângelo foi policial militar e um dos chefes da milícia de bairros da Liga da Justiça, milícia que atuava na Zona Oeste do Rio. Em 2013, foi preso após brigar em um bar e ser atingido por um tiro no rosto. Ele foi condenado a mais de 172 anos de prisão e tentou voltar a cumprir pena no Rio, ma o Supremo Tribunal de Justiça ordenou sua manutenção no sistema federal.

NEM DA ROCINHA - Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem da Rocinha, assumiu o comando do tráfico de drogas na Rocinha após a morte do antigo chefe, Bem-te-Vi, em 2005. Ele foi preso na Lagoa Rodrigo de Freitas em 2011 escondido num porta-malas. Um ano antes, ele tentou simular a própria morte para fugir da polícia. Em 2018, foi condenado a 66 anos de prisão, pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver cometidos contra a modelo Luana Rodrigues de Sousa e a amiga dela, Andressa de Oliveira, em maio de 2011.



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