
Saber que está na boca do povo faz Vladimir Brichta abrir um discreto, porém, orgulhoso sorriso. Afinal, o vilão Remy, que começou “Segundo sol” com o pé no freio, talvez um pouco aquém do talento de seu intérprete, deslanchou à medida que o primogênito dos Falcão explodiu em maldades. A despedida precoce do cafajeste na história — ele morre assassinado no dia 8 — não está sendo festejada pelo público, ávido pela permanência do diabólico personagem na trama das nove.
— Quando se começou a falar da morte dele, eu me lembro das pessoas me dizendo que queriam que Remy se retratasse, se tornasse um cara bacana. Mas chegou um momento em que não deu mais, e eu passei a ouvir: “Realmente, ele não tem jeito”. Só que a torcida ainda era para que o personagem não morresse. O público quer ele vivo. Não por ser um cara que presta, mas porque as pessoas gostam de acompanhar um tipo assim, por mais canalha, mau-caráter que seja — analisa o artista de 42 anos.
Fonte: Extra