Presos suspeitos de matar motoboy a mando de marido ciumento

Prisão ocorreu nesta sexta-feira(8). Uma mulher revelou a cilada


  • 07/12/2017, 16h18, Fotos: Filipe Lemos/Campos 24 Horas.
Layla(foto) participou da cilada para que o motoboy fosse sequestrado e executado, diz Polícia (Fotoreprodução: Campos 24 Horas).
A Polícia Militar prendeu, na tarde desta sexta-feira(08), dois homens suspeitos de envolvimento na morte do motoboy Diego Barros Pereira, de 24 anos. O caso foi elucidado a partir da prisão de Layla Gomes Souza, de 21 anos, que mora em Goitacazes, na Baixada Campista. Presa na última terça-feira, ela revelou que Diego foi morto numa cilada. Segundo Layla, marcou um encontro com Diego a mando de um homem que a contratou. A prisão dos suspeitos ocorreu na localidade de Mautu, perto de Travessão de Campos. Uma pistola calibre 380, 16 munições do mesmo calibre e dois tabletes de maconha foram apreendidos na casa onde estavam os suspeitos. A.C.S, 23 anos, já tinha contra ele um mandado de prisão e, por isso, foi ouvido na DP e encaminhado à prisão. Já o outro homem ainda está sendo ouvido. Eles estavam juntos na mesma casa, apontada por Laila. Layla ainda afirmou à Polícia que o motivo da execução de Diego foi passional. O ex-marido da mulher com quem o motoboy tinha um relacionamento amoroso, teria contratado Laila para atrair o motoboy à uma casa, em Goitacazes, onde foi sequestrado e executado. O corpo ainda não apareceu. O Campos 24 Horas acompanha a operação policial. Mais detalhes a qualquer momento(última atualização às 17h37) O CASO Agentes da 134ª DP/Campos e policiais militares dos DPOs da PM(  Destacamento de Policiamento Ostensivo) de Goitacazes e de Ururaí prenderam, no início da tarde desta quarta-feira (06), uma jovem suspeita(na foto ao lado chegando a 134ª DP) de estar diretamente envolvida no desaparecimento do motoboy Diego Barros Pereira, 24 anos, ocorrido no dia 21 do mês passado. Segundo apurado pela polícia, o motoboy foi sequestrado numa casa em Goitacazes e continua desaparecido. De acordo com a polícia, a motivação do crime é passional, ocasionado por ciúmes de um ex-marido de uma mulher que teria tido um caso com a vítima. Além da acusada presa nesta quarta, identificada como Layla Gomes Souza, de 21 anos, dois homens - M.R.C., de 24 anos e E.G.V., de 30 anos - também foram levados para a 134ª DP para prestar depoimento e, em seguida, liberados. Também um dos veículos, que teria sido usado para sequestrar o motoboy, que residia no Parque Nova Campos, em Guarus, foi apreendido e reconhecido por Layla como usado no dia do crime. A polícia agora tenta chegar ao local onde o corpo dele teria sido enterrado. Ainda conforme o depoimento da jovem que foi usada como 'isca', toda a história do desaparecimento teria começado com um contato dela com o motoboy Diego, através do facebook, a mando do amigo e suspeito de mandante, de iniciais U.S.B., ex-marido de uma mulher que, no passado, teve um caso com o motoboy. Após o encontro, ela pediu que Diego a acompanhasse até sua casa - casa que pertence a um dos detidos E.G.V. - onde antes do encontro, por volta das 18h do dia do crime, U. teria ido a essa casa e mostrou a Layla o local onde ela deveria levá-lo. Por volta das 23h, Diego chegou a residência, Layla abriu o portão, ele colocou sua moto no quintal e ao entrar no imóvel foi rendido por U., A.C.S. e outro homem, armados. Em seguida, Diego foi amarrado. MOTOBOY FOI AMARRADO Layla contou que não aguentou ver Diego amarrado e pedindo para ir embora e um dos homens - ela diz não conhecer - pegou o carro Corsa Sedan, de cor prata, e a deixou na Praça da paz, em Goitacazes, acrescentando que não sabe o que teria acontecido após sair do local. Em seguida, a PM seguiu para a Rua Menino Valdemar Machado, no Parque Bela Vista para prender o acusado U. e A., porém não foram encontrados. Posteriormente, os policiais seguiram para a casa E.G.V., onde o suspeito não estava, mas logo após compareceu ao local, onde também foi encontrado o veículo. A polícia também apurou que parentes da jovem suspeita, que são moradores de Goitacazes, tomaram conhecimento na semana passada que ela tinha envolvimento com o crime. A partir daí, passaram a procurá-la e conseguiram contato. Por telefone, ela informou que estava em São Paulo, pois temia que a polícia descobrisse o que ocorreu. A suspeita teria acatado a sugestão dos parentes para retornar a Campos, marcando um encontro no Shopping Estrada. Contudo, a suspeita preferiu não conversar com os parentes e um advogado que foi contratado para apresentá-la à polícia, e foi para a casa do ex-marido, na localidade da Tapera, onde foi presa na tarde desta quarta-feira. INÍCIO Um encontro foi marcado entre a suspeita Layla e a vítima, numa praça de Goytacazes, bairro onde ela reside. De lá os dois foram, na moto da vítima, para uma casa na Baixada, com a intenção de ficarem mais à vontade. No entanto, na casa já estavam U.S.B. e dois outros rapazes. Em seguida, confessa a suspeita, chegaram outros dois homens, cada um em um veículo, que sequestraram o motoboy e o levaram, segundo ela, para um local ignorado. No dia seguinte Layla viajou para São Paulo, ficando durante esses dias na casa de um tio que, essa semana, a mandou de volta a Campos. A suspeita chegou à cidade nesta quarta-feira (06) de madrugada e, ao invés de ir para Goytacazes, foi para casa de um ex-namorado, no distrito de Ururaí, onde os policiais a encontraram nesta mesma quarta-feira de manhã. Os proprietários da casa da Baixada para onde a vítima foi atraída, e o da casa de Ururaí, onde Layla foi encontrada após chegar de São Paulo, também foram conduzidos à 134ª DP para prestar depoimento. Em seguida eles foram liberados. A Polícia agora procura o paradeiro de U.S.B. e de outros envolvidos no caso. SAIU PARA TRABALHAR Segundo informações de familiares, Diego saiu de casa na tarde do dia 21 de novembro para trabalhar e não retornou. Segundo fontes da polícia, desde o início tudo apontado para um caso passional, visto que as informações de pessoas ligadas a vítima davam com de que  um encontro havia sido marcado com uma jovem no distrito de Goitacazes. A mãe de Diego, Ana Beatriz de Barros Pereira, de 40 anos, diz que ele mora com os pais, é solteiro e não tem filhos. No dia em que desapareceu, Diego estava trajando usava uma blusa de cor vermelha, uma bermuda tactel e sandália havaiana de cor preta. A moto de Diego, modelo CG Titan 125, de cor azul, também não foi encontrada.



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