Presidente de sindicato é morto a tiros dentro de carro em Vila Velha

Dias de insegurança: Desde sábado (4), famílias de PMs bloqueiam a saída dos batalhões em todo ES


09/02/2017          11h06        |     Foto: A Gazeta O presidente do Sindicato dos Rodoviários de Guarapari (Sintrovig), Walace Belmiro Fernaziari, foi encontrado morto a tiros dentro do carro, na manhã desta quinta-feira (9), próximo à garagem da Viação Sanremo, no bairro Alvorada, em Vila Velha. A informação foi confirmada pela família da vitima, que estava no local. Segundo a família, ele morava perto da garagem da empresa e saía para trabalhar, em Guarapari, quando foi assassinado. Testemunhas disseram que Walace, conhecido também como Barão, estava indo trabalhar em Guarapari quando tudo aconteceu. A polícia informou que ele foi assassinado com dois tiros à queima roupa na cabeça. A suspeita é de que o criminoso estava com ele dentro do carro. As imagens da câmera de segurança de uma loja próxima ao local serão analisadas pela Polícia Civil. Os peritos analisaram o carro na rua e colheram impressões digitais. Mortes no ES Cento e uma pessoas morreram de forma violenta no estado desde sábado (4), quando começou o protesto de familiares de PMs que impedem a saída dos policiais dos batalhões. Os números são do sindicato da Polícia Civil. O governo não tem divulgado balanços (veja nomes e histórias dos mortos na crise de segurança no ES). Ônibus parados Os ônibus da Grande Vitória foram recolhidos para as garagens, na manhã desta quinta-feira (9). Alguns coletivos chegaram a sair para as ruas, no início da manhã, mas a insegurança fez os motoristas interromperem a circulação. A informação foi confirmada pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado do Espírito Santo (Sindirodoviários-ES). O Sindirodoviários disse que dois motoristas foram ameaçados por criminosos, que também disseram que colocariam fogo nos coletivos que circulassem. Crise na segurança Desde sábado (4), famílias de PMs bloqueiam a saída dos batalhões em todo o estado. Os manifestantes pedem reajuste salarial para a categoria, que é proibida de fazer greve. O governo diz não ser possível atender o pedido e acusa algumas lideranças movimento de fazer chantagem. A falta da PM desencadeou uma série de saques, arrombamentos e mortes por todo o estado. Fonte: G1



fique bem informado