Edson Batista enaltece a história e a saga de Campos


sexta-feira, 28 de março de 2014      -      Foto: Campos 24 Horas/arquivo

Nas comemorações do  dia 28 de março, presidente do Legislativo exalta a história do município (Leia mais abaixo)

Edson Batista 2014Por ocasião das comemorações deste dia 28 de março, data da elevação de Campos da condição de vila à categoria de cidade, o presidente da Câmara Municipal, vereador Edson Batista, exaltou a história do município e a saga do homem campista como fator fundamental para a construção da identidade cultural do município.

“Campos é uma cidade que tem dado ao longo tempo sua contribuição ao desenvolvimento do país, desde o ciclo histórico do açúcar e agora com o petróleo. Temos também tradições culturais que merecem ser enaltecidas. Da mesma forma, contribuímos com as lutas, as idéias nos principais acontecimentos da História deste país, desde a luta pela abolição até o período republicano.

Daqui, saíram grandes nomes das artes, da cultura e da literatura, além de vultos da História que se tornaram governadores e até um presidente da Republica, casos de Rosinha, Garotinho, entre outros, além de Nilo Peçanha. Assim, eternizar e preservar esta cultura, nossa memória e a saga do homem campista, seus feitos e realizações, é preciso”, afirmou.  

Edson Batista participa nesta sexta-feira, ao lado da prefeita Rosinha Garotinho, das comemorações do dia 28 de março, no Cepop (Centro de Eventos Populares Osório Peixoto). Na quarta-feira, ele participou da apresentação do Auto de Criação da Câmara Municipal de Campos, de autoria de Winston Churchill Rangel. A peça conta a história do Legislativo goitacá nas escadarias do Palácio Nilo Peçanha.

Baseada no livro Câmara de Campos, 360 anos, de Avelino Ferreira, o texto poético ressalta a formação democrática da Câmara, com seus membros sempre eleitos, e não por obediência à ordem real, na época em que éramos colônia portuguesa e, mesmo no Império, se antecipando em muito às eleições republicanas. (Leia mais abaixo)

Churchil explicou que a “sua opção como auto para teatralizar textos históricos se dá devido às qualidades do formado do texto, pois é gênero teatral clássico e didático que utiliza versos, dança e musica”.

O auto teve como ênfase um destaque especial as origens do povo campista, tendo o boi como primeira onda econômica, fazendo justiça a Miguel Riscado, um dos Setes Capitães, que trouxe as primeiras reses e construiu currais.

A peça deu ênfase também nas muitas ações progressistas da Câmara, como a instalação de luz elétrica em Campos, a primeira da América Latina a ter este tipo de melhoramento dois dias depois de Paris.

Por se tratar de espetáculo de curta duração, foram abordados ligeiramente dados de grande complexidade sociocultural como os levantes de Benta Pereira, Mariana Barreto, a luta contra jesuítas e beneditinos e a perseguição política sofrida pelos membros da Câmara, prisões, excomunhões, cassações, durante os períodos do Brasil Colônia, do Império e da República, bem como no período da ditadura militar.  

Logo após a realização da peça, o presidente da Câmara convidou a plateia acomodada em cadeiras improvisadas para uma foto. “Venham todos, o povo é o condutor da nossa história”, chamou. “A Câmara tem cumprido seus compromissos assumidos em nossa gestão em trabalhar com transparência e valorizando as tradições e nossa identidade cultural, trazendo até aqui os alunos para que eles conheçam a história do nosso município. Viva Campos!”, exaltou o presidente do Legislativo. (Leia mais abaixo)

Para ele, os professores, estudantes e a população em geral não podem continuar desconhecendo a nossa história, os fatos e pessoas marcantes desde a capitania de São Thomé até os dias de hoje. Edson Batista enfatizou também que a Câmara, com sua política de reforço da identidade cultural, cumpre seu papel como instituição no sentido de alavancar os anseios do povo para construir futuro melhor com progresso, crescimento, mas também com desenvolvimento social e distribuição de renda.

Edson Batista ressaltou ainda a necessidade de reforças a conscientização da população para a importância de nossa historia. “O homem luta por aquilo que julga importante lutar. Logo precisamos reforçar a importância de Campos e sua história, sobretudo para a conscientização das novas gerações, no sentido de incluí-las no processo de cidadania. Não podemos repetir as realidades comuns em muitas cidades brasileiras, com milhares ou milhões de pessoas marginalizadas e excluídas. Nossa tarefa é lutar para deixar o legado de uma sociedade mais justa e fraterna, fazendo com que as novas gerações conheçam nossa história para que não venhamos repetir no futuro os erros do passado, que resultaram no contexto atual onde poucos são privilegiados e muitos são excluídos e marginalizados”, concluiu.

O líder do governo, Paulo Hirano, também destacou a importância histórica de Campos. “Campos é uma cidade que marcou época na história do Brasil e continuar a marcar até os dias atuais, com a presença de figuras relevantes na política e em outros campos de atividades, além da produção do petróleo nacional, Tudo isso é motivo de muita honra e orgulho e precisa ser reforçado”, lembrou o vereador, também presente a apresentação da peça.

Por isso mesmo, em sua gestão, o 29 de Maio (dia da criação da Vila de Sam Salvador dos Campos), Nilo Peçanha (deputado constituinte na era do Império, governador do Estado e presidente da República) e, agora, a história da Câmara, criada em 1652, foram e estão sendo resgatados. "Um povo sem memória está fadado ao desaparecimento, ao esquecimento. Temos o dever de preservar a nossa história, nossos patrimônios material e imaterial e, por isso, a Câmara está promovendo eventos como esse", disse ainda Edson Batista. Ainda como parte das comemorações dos 179 anos de Campos como cidade, continua aberta ao público a exposição coletiva de fotografias “Campos, por olhares apaixonados”. A mostra expõe para visitação as fotos dos 33 fotógrafos que participam da mostra organizada por Wellington Cordeiro.



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