O ano de 2022 começou bem na economia regional, considerando o quantitativo de contratações e demissões, de acordo com o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do Ministério do Trabalho e do Emprego. O Campos 24 Horas mostra como o presidente da Associação Comercial e Industrial de Campos (Acic), Leonardo Castro Abreu, e o economista Ranulfo Vidigal veem a geração de um total de 1.533 vagas de emprego nos primeiros meses do ano em Campos e cidades da região, com destaque para Macaé com saldo positivo de 1.379 postos de trabalho, onde muitos jovens conseguiram vagas em empresas do setor de petróleo.
Campos teve também saldo positivo, mas com apenas 92 vagas, resultado do fraco desempenho de janeiro, com as demissões no comércio. No primeiro mês do ano houve registro de 2.012 contratações com 2.275 demissões. Em fevereiro houve saldo positivo com 2.298 contratações e 1.948 demissões. (Leia mais abaixo)
São Joao da Barra com saldo positivo de 277 vagas no bimestre, entre admissões e desligamentos do emprego.
São Francisco de Itabapoana registrou saldo positivo de 36 vagas; Quissamã, 20; Cardoso Moreira, 11; e São Fidelis, com zero, no bimestre.
Carapebus e Conceição de Macabu registraram saldo negativo de vagas de emprego, segundo o Caged.
O setor de serviços liderou o ranking regional da geração de empregos com 1.043 vagas criadas, seguido pela indústria com 554 vagas e a construção civil com 476 vagas criadas no bimestre. A agropecuária gerou 83 vagas e o comércio eliminou 372 vagas no período.
ECONOMISTA E PRESIDENTE DA ACIC AVALIAM QUADRO REGIONAL - O presidente da Associação Comercial e Industrial de Campos (Acic), Leonardo Castro Abreu, avalia que o reaquecimento do mercado do petróleo e gás é responsável direto pelas contratações nas empresas que operam na Bacia de Campos. (Leia mais abaixo)
“Não apenas as empresas do setor de petróleo, mas também as de gás, com a construção de mais uma termelétrica em Macaé”, lembrou.
Leonardo atribui o fraco desempenho de Campos à sazonalidade. “Janeiro e fevereiro são meses de desaquecimento na economia de Campos. Nós dependemos desta sazonalidade. Com o início da safra, a tendência é de melhora”, prevê.
Para o economista Ranulfo Vidigal, “a cotação do barril de petróleo em torno de 100 dólares torna as prestadoras de serviços da indústria petrolífera em Macaé propensas à contratações de profissionais para manter ou ampliar suas atividades”.
Em São João da Barra, observa Ranulfo, o desempenho do município se deve às obras de infraestrutura no Porto do Açu.
“Mas o Porto do Açu gera um impacto positivo em Campos, já que a maioria dos profissionais qualificados ali empregados fixam residência aqui proporcionando demanda no ramo imobiliário com a contratação de aluguel ou na saúde, entre outros setores”, analisa. (Leia mais abaixo)
Ainda em relação a Campos, ainda de acordo com Ranulfo, um outro efeito positivo deve suceder com o início da safra da cana de açúcar.
“Campos, entretanto, deve reagir nos próximos meses, também com o advento da boa notícia a respeito da Destilaria Canabrava, que ganhou uma liminar para funcionar e vai moer mais de 1 milhão de toneladas de cana, o que afasta a possibilidade de depreciação do valor da matéria prima, gerando mais empregos no campo, além da indústria”, finalizou