Prefeitura leva programa de saúde às pessoas privadas de liberdade

A adesão do Programa Nacional de Atenção Integral à Saúde das Pessoas Privadas de Liberdade no Sistema Prisional (PNAISP) ocorreu em outubro do ano passado




13/01/2022, 16h36, Foto: Divulgação .


O processo de implementação da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Pessoas Privadas de Liberdade no Sistema Prisional (PNAISP) em Campos foi concluído e a população carcerária já tem acesso à saúde de qualidade por meio dos profissionais da Atenção Primária da Secretaria Municipal de Saúde. A adesão ao programa federal ocorreu em outubro do ano passado e, para marcar o atendimento, que foi iniciado no dia três de janeiro, será realizada nesta sexta-feira (14), nas três unidades beneficiadas, uma inauguração simbólica com a presença do prefeito Wladimir Garotinho, o secretário de Saúde, Paulo Hirano, e representantes da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP). (leia mais abaixo)


A solenidade no Presídio Feminino Nilza da Silva Santos, será às 10h30. Já na Cadeia Pública Dalton Crespo de Castro e Presídio Carlos Tinoco da Fonseca, ambos no bairro da Codin, será às 14h. Para execução do programa foram criadas três equipes essenciais e uma de saúde mental. Elas são formadas por médico, enfermeiro, técnico de enfermagem, farmacêutico, dentista, auxiliar de consultório odontológico, psicólogo, psiquiatra e assistente social para atendimento aos privados de liberdade.(leia mais abaixo)


A humanização do serviço de saúde nos presídios em Campos, contou com a sensibilidade do prefeito Wladimir Garotinho que desde o início da gestão não mediu esforços para que a Secretaria de Saúde, por meio da Atenção Básica, avançasse à adesão ao programa federal. “A implementação do PNAISP é um ganho importante para a Prefeitura num todo, para o interno e para os familiares que têm a tranquilidade da assistência à saúde de qualidade”, observou diretor Rodrigo Carneiro.(leia mais abaixo)


A coordenadora do PNAISP em Campos, Micaela Albertini, explica que o atendimento acontece diariamente de segunda a sexta-feira e o principal objetivo é garantir a humanização do serviço e, assim, devolver à sociedade uma pessoa melhor do que quando ingressou ao sistema.


“O primeiro objetivo é garantir que tenham saúde. Com isso, pretendemos diminuir a incidência de doenças transmissíveis, como tuberculose, doença da pele, além de fornecer melhor acompanhamento das doenças crônicas como hipertensão e diabetes, sem que tenham de sair da unidade prisional”, explica a coordenadora, ressaltando que a população privada de liberdade no município está em torno de 2.500 e está 100% vacinada contra Covid-19 e Influenza.


Antes da implementação do PNAISP, os privados de liberdade eram atendidos nas unidades da rede pública de saúde. “Para essa mobilização era necessário vir um carro do Serviço de Operações Especiais (SOE) do Rio de Janeiro, o que além de gerar custos, também prejudicava o atendimento imediato”. Além da assistência médica de qualidade, por meio do PNAISP também será possível a aquisição de medicamentos e insumos.