Projeto do Comp. Logístico apresentado à Firjan

Serão investidos mais R$ 210 milhões e já existe a assinatura de mais R$ 340 milhões com a Secretaria Nacional dos Portos


quinta-feira, 11 de setembro de 2014  -  Foto: Secom barra do furado -secomOs conselheiros da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) no Norte Fluminense conheceram na noite desta quarta-feira (10) detalhes do projeto e as obras de infraestrutura para implantação do Complexo Logístico e Industrial Farol-Barra do Furado, que ficará situado junto da foz do Canal das Flechas e ao longo de cerca de 5 quilômetros do Canal, na Baixada Campista. Detalhes do projeto foram apresentados pelo subsecretário de Obras, Urbanismo e Infraestrutura, Cesar Romero; e pelo secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Wainer Teixeira. A apresentação foi feita durante reunião do Conselho da Firjan Norte Fluminense, realizada na sala de reuniões, que funciona no Sesi, em Guarus. Na ocasião, César Romero e Wainer Teixeira falaram das políticas públicas e das obras de infraestrutura que preparam o município para o desenvolvimento. César Romero falou da ampliação do projeto, medida adotada por causa do aumento do interesse de investidores. O interesse é em função da localização e da importância estratégica das instalações para as atividades offshore, cujas demandas de serviços se multiplicam, na medida em que aumenta a exploração de petróleo e gás no pré-sal pela Petrobras. Ele detalhou como foram gastos até agora, R$ 86 milhões pelas Prefeituras de Campos e Quissamã e falou das contrapartidas que serão realizadas pelos governos estadual e federal. - Serão investidos mais R$ 210 milhões e já existe a assinatura de mais R$ 340 milhões com a Secretaria Nacional dos Portos e para isso, estamos providenciando o processo para licitação - acrescentou Wainer Teixeira. Ele ressaltou que o Complexo Logístico e Industrial Farol-Barra do Furado fica situado na área que abrange 70% do maior sitio de plataformas da Bacia de Campos e bem posicionado entre as Bacias do Espírito Santo e de Santos. “Esta região da Baixada terá uma reviravolta e nos próximos quatro anos representará o polo de desenvolvimento da região, com 2.300 empregos diretos já em 2015 e 8 mil indiretos. Até o ano 2020 serão seis empregos indiretos para cada emprego direto criado”, destacou César Romero. Após a explanação do projeto, foram feitas perguntas sobre diversas questões, como a necessidade de adequação de logística, interligação e melhoramento de estradas das malhas municipais, estadual e federal, carga de energia em alta tensão, gestão administrativa do complexo, ferrovia para atender as demandas de cargas e outros assuntos, como a necessidade de cobrar mais agilidade da concessionária de energia Ampla, que leva meses para atender as demandas do setor industrial, segundo o presidente da Associação das Indústrias do Distrito Industrial, em Guarus, Lucas Vieira Filho. O presidente da Firjan-Norte, Geraldo Coutinho, sugeriu debate sobre a forma de gestão do Complexo, a partir da sua operação. O secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Wainer Teixeira, disse que a prefeita Rosinha Garotinho defende que a gestão seja feita por parceria público-privada. Ao final da reunião entre os gestores e os membros do Conselho da Firjan, Wainer informou que a Prefeita já determinou que o assunto seja debatido com entidades da sociedade civil do setor produtivo, notadamente do setor industrial, para que seja definida a forma de gestão mais eficiente.



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