Com aumento de 8,14%, o litro da gasolina registrou o maior preço desde 2019 e já chega a custar R$ 8,099 no município do Rio de Janeiro. O valor médio do combustível na capital está R$ 0,25 mais caro do que a média nacional. No estado, alcançou o valor de R$ 8,519, na cidade de Valença, no Sul Fluminense, seguido por Angra dos Reis, na Costa Verde, com R$ 8,499 por litro.
O preço máximo da gasolina comum, segundo o levantamento realizado em 5.225 postos no Brasil, é de R$ 8,599. Os valores constam da pesquisa da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) realizada de 24 a 30 de abril. (Leia mais abaixo)
Em diferentes regiões da capital fluminense, a variação de preços no período chegou a 8,12%, com preços entre R$ 7,518 e R$ 8,111. Os motoristas encontraram a gasolina mais cara nos bairros de Flamengo (R$ 8,111), Copacabana (R$ 8,106) e Vigário Geral (R$ 8,050). Já os preços mais em conta foram registrados no Catumbi (R$ 7,518), Lins de Vasconcelos (R$ 7,587) e Realengo (R$ 7,589).
Ainda segundo o levantamento da ANP, o Rio de Janeiro teve a média mais cara de preços entre os estados do Sudeste (R$ 7,857) de 24 a 30 de abril, enquanto São Paulo foi o estado com a gasolina mais barata (R$ 7,017) na região.
Com o preço nas alturas, qual a alternativa para o motorista? Segundo economistas, é preciso pesquisar preços. No site da ANP (preco.anp.gov.br), por exemplo, é possível consultar os valores por estado e municípios. Além disso, o portal traz informações sobre etanol, gasolina aditivada, gás natural (GNV) e até gás de botijão de 13kg (GLP).
Para Gilberto Braga, economista e professor do Ibmec RJ, o motorista precisa ficar de olho nos preços nos postos que ficam pelo trajeto que o condutor usualmente faz. Por que razão? Ele explica que se tiver que rodar muito, o condutor vai acabar gastando mais gasolina, e a economia de apenas alguns centavos não vai justificar o consumo adicional para encontrar esse posto.
— Outra alternativa seria buscar formas de deslocamento que poupem o veículo, como fazer compartilhamento, dar carona, dividir o custo do combustível entre os caroneiros, utilizar bicicletas convencionais ou elétricas, ou mesmo essas bikes motorizadas que têm um preço competitivo e rodam bastante com pouquíssimo combustível — orienta Braga. (Leia mais abaixo)
Ele ainda faz um alerta:
— Diferentemente de alimentos e outros itens, o combustível não deve ser armazenado nem estocado, justamente por conta dos riscos que ele representa, principalmente de combustão.
O também economista e professor da Facha Ricardo Macedo dá uma dica:
— Faça revezamento, se possível, na utilização do veículo. Se tiver que sair de casa para buscar filho em escola ou ir ao mercado, se houver outro motorista em casa, cabe dividir a tarefa para economizar gasolina. Coloque também na ponta do lápis se vale a pena ter o automóvel ou usar outro tipo de transporte, como metrô ou carro por aplicativo — orienta.
Converter o carro para GNV vale a pena? Segundo Macedo, neste caso só é válido se o condutor utilizar o veículo diariamente e para percorrer liongas distâncias, como quem utiliza o carro para trabalho: (Leia mais abaixo)
— O custo da conversão do carro pode não compensar, se o veículo for pouco utilzado. Se o automóvel for flex, opte pela utilização do etanol, que está mais em conta, e faça a manutenção do veículo regularmente para evitar maior consumo de combustível.
Fonte: Extra