Preço do barril de petróleo tira o sono de governantes

ARTIGO


Atualizado em 19/06/2016   08h13 SULEDIL-CAPASuledil Bernadino________________ (*)Secretário de Controle Orçamentário e Auditoria Para os municípios e estados produtores de petróleo, acompanhar a evolução do preço do barril é muito importante porque está diretamente relacionado com a receita que municípios e estados têm oriundos dos royalties como indenização decorrente dessa riqueza encontrada no subsolo. O preço do barril do petróleo, no decorrer desse mês, chegou a ultrapassar a marca de U$52 mas, nessa última semana, suas cotações tiveram novas quedas, deixando ainda mais desapontados, principalmente, os prefeitos e governadores que precisam de recursos para honrar seus compromissos na manutenção da máquina pública e pagar os seus servidores públicos. Campos conseguiu uma antecipação de royalties, que está permitindo a retomada das obras e melhor fluxo de pagamento dos fornecedores de bens e serviços da prefeitura, contribuindo para o aquecimento da economia local. A situação está se agravando para as demais cidades da nossa região que, até agora, não conseguiram apresentar a documentação necessária para concretizar a mesma operação que a Prefeitura de Campos fez com a Caixa Econômica Federal.  Tomamos conhecimento que a Prefeitura de Quissamã, que já cortou 10% dos salários dos cargos comissionados, vai ampliar para 20%. A Prefeitura de São João da Barra vai refazer o seu calendário de pagamento dos servidores. Diante da crise política e econômica que o país vem atravessando, fica cada vez mais difícil ver uma luz no fim do túnel. O governo do estado, este mês, para pagar os salários referentes a maio, teve que adotar o parcelamento e, até agora, não tem data marcada para concluir o pagamento integral de todos os seus servidores. Graças à experiência de dois ex-governadores do nosso Estado: Rosinha e Garotinho, Campos vem superando a atual crise e garantindo a manutenção de serviços essenciais da população nas área de saúde, educação, meio ambiente e programas sociais, além de pagar em dia uma folha de mais de R$ 70 milhões todos os meses, como está previsto pagar agora em junho o aumento de quase 10% e a primeira etapa do décimo terceiro no final do mês.



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