26/10/2015 - às 08h - Foto: Divulgação

A variação de preço entre um medicamento de referência e um genérico pode chegar a 700% nas capitais brasileiras. É o que revela levantamento do Instituto de Ciências Tecnológicas e Qualidade Industrial (ICTQ) feito em 433 estabelecimentos distribuídos por todas regiões de 18 capitais.
Esse é o caso da cartela de 12 comprimidos do anti-inflamatório Nimesulida, cuja versão de referência é comercializada no Rio de Janeiro pelo preço de R$ 33,80, enquanto o genérico custa R$ 4,21.
Entre as 18 capitais analisadas, o Rio apresenta a maior diferença média entre os preços praticados para remédios de referência e genéricos em sete produtos: 200%.
Na segunda posição está Maceió (AL) com uma variação média de 184%. Brasília (DF) é a última capital na lista. Por lá, a variação dos medicamentos de refência e genéricos é de quase 90%.
Segundo o diretor do estudo, Marcus Vinicius Andrade, essa diferença de preços está baseada principalmente no poder de compra e negociações das redes ou distribuidoras com os laboratórios farmacêuticos. "Logística, tarifação de impostos e o perfil de loja são outros fatores influenciadores", diz.
Para chegar ao ranking, calculamos o preço médio de Paracetamol (Tylenol), Dipirona (Novalgina), Ácido acetilsalicílico (Aspirina), Diclofenaco de potássio (Cataflan), Nimesulida (Nisulid), Clonazepam (Rivotril) e Bromazepam (Lexotan) praticado em cada uma das 18 capitais e suas respectivas variações nas versões de referência ou genérico.
O levantamento do instituto foi feito entre os dias 7 e 25 de setembro.