
Após dois meses de aulas, o curso Pré-Enem Social, da Superintendência da Igualdade Racial (Supir), terminou nesta quinta-feira (9) superando as expectativas de alunos e professores. De acordo com o coordenador do curso e também voluntário, Diogo Lima, o movimento dos alunos nas dependências da sede do órgão revitalizou o espaço.
— Iniciamos este pré-vestibular popular, sem fins lucrativos, com mais de 40 alunos e fechamos o curso com 30 alunos assíduos, que seguiram todo conteúdo do curso. O diferencial do Pré-Enem, além da qualidade das aulas, é a questão do voluntariado. Nós pudemos contar com professores voluntários com experiência em ensino, que atuam em instituições superiores, alguns doutorandos, que disponibilizaram o seu tempo e mostraram compromisso, isto sem deixar de mencionar que a circulação de alunos à sede da Supir revitalizou esse espaço e nos motivou muito. Todos fizeram o Enem, alguns se sentiram seguros, outros não, mas a experiência do que foi realizado certamente servirá de base para mudar a realidade desses jovens – explicou Diogo Lima, coordenador de projetos da Supir.
Aos 21 anos, a aluna Helena Mendes não pensava que pudesse ser possível cursar um pré-vestibular por falta de recursos, mas isso se concretizou com a realização do Pré-Enem Popular da Supir. “Nunca imaginei o Enem como algo que eu pudesse realizar, aprendi muito porque as aulas sempre traziam um conteúdo importante. Fez uma grande diferença para mim,e mesmo que eu não consiga a vaga nesta prova, vou tentar novamente no ano que vem", disse a aluna.
De acordo com a superintendente da Igualdade Racial, Lucia Talabi, a intenção é ampliar o número de vagas e de locais de realização das aulas e incentivar o voluntariado. Segundo a superintendente, a iniciativa é a afirmação da política pública inclusiva do governo Rafael Diniz, que compreende as necessidades do coletivo e busca gerar oportunidades que tragam uma mudança positiva na vida das pessoas.
— A intenção em 2018 é expandir o Pré-Enem, já estamos conversando com outras instituições como a Uenf e o IFF para interligar esses pré-vestibulares populares e absorver os alunos de estágio das faculdades de licenciatura da cidade para atendermos mais pessoas através do voluntariado. Estamos muito felizes por termos conseguido realizar este curso com parcerias e vontade política, os alunos mostraram empenho, envolvimento com o curso e união com os professores — conta Lucia Talabi.
Fonte: Comunicação/PMCG