Pré-candidato a prefeito fala em austeridade e eficiência na gestão pública

Ao Campos 24 Horas, Roberto Henriques fala em medidas de austeridade e mais eficiência na gestão pública


  • 09/06/2019, 13h45, Foto: Campos 24 Horas.

A lista com os nomes que estão postos para disputar a eleição para prefeito de Campos em 2020 (Aqui) é bastante eclética. Ela é formada por pré-candidatos jovens, maduros, alguns com alguma experiência na gestão pública e outros não. A partir deste domingo (09/06), o Campos 24 Horas se propõe a entrevistar todos os atuais pré-candidatos, bem como outros que vierem a surgir. Nesta primeira entrevista da série, entrevistamos um dos pré-candidatos com experiência de gestão no executivo e no legislativo.

Roberto Henriques, que é historiador, e já atuou nos cargos de secretário, vice-prefeito, prefeito em exercício por cinco vezes, na gestão do prefeito Alexandre Mocaiber, e deputado estadual. (Leia mais abaixo)

Campos 24 Horas - Por que está disposto a concorrer à sucessão do prefeito Rafael Diniz?

Roberto Henriques - O que me motiva é porque a Prefeitura de Campos sofre de um mal por vários anos, que é um modelo de gestão gastador, irresponsável, sem apreço pela população. A Prefeitura precisa de uma intervenção nesse modelo. Desde que terminei meu mandato na Alerj, muitos amigos e pessoas das diversas camadas da sociedade me sugerem colocar meu nome para ser submetido à convenção. Meu propósito é implementar uma gestão de austeridade, assim como fiz quando tive a oportunidades de ser prefeito em exercício por cinco vezes, e obtive resultados satisfatórios na gestão da coisa pública. Quero ser prefeito para imprimir um modelo de politicas públicas de qualidade para o povo campista.

C24H - Como analisa o atual quadro politico de Campos?

RH - Campos carece de liderança politica que coloque o nome da cidade no lugar que ela precisa e merece, pois é uma cidade de históricas tradições e não é uma cidade qualquer. Precisamos ter um prefeito capaz de formar uma equipe capacitada e coesa para conduzir bem o governo. O governo precisa dar atendimento ao povo com demonstração de liderança de equipe, prestar serviços com eficiência e tornar o governo amigo da população, como fiz nas ocasiões que fui prefeito em exercício. Não se pode ter ações dissociadas do desejo das pessoas. É preciso romper com esse modelo gastador e irresponsável, sem planejamento adequado.  (Leia mais abaixo)

C24H - Dos atuais nomes colocadas como possíveis candidatos a prefeito, com quem vê a possibilidade de formar chapa em 2020?

RH - Quanto à coalização com outros candidatos, à considerar os atuais nomes colocados, é bom deixar claro que  não tenho nada contra os mais novos, mas é preciso considerar que Campos precisa de um gestor experiente, porque a Prefeitura tem elevada complexidade nas áreas social e financeira e é preciso ter em mente que é preciso austeridade para poder tratar a população com apreço.

C24H - O prefeito Rafael Diniz é candidato natural. Numa hipótese de coalizão partidária, você aceitaria formar chapa com ele?

RH - Não aceitaria. Sempre digo que o prefeito Rafael é como aquele atleta corredor que queima logo na largada e fica desclassificado. Não posso me aliar a nenhum candidato adepto da ideologia excludente, que nos primeiros atos de governo é pôr fim aos programas sociais de distribuição de renda. São programas eficientes que existem em várias cidades do mundo para não deixar as famílias pobres irem para a extrema pobreza. Afora outros equívocos de sua gestão que vão de encontro aos interesses da coletividade. 

C24H - Você já costura algum entendimento sobre apoios, seja no âmbito do partido ou com alguma personalidade de expressão política com vistas à disputa? (Leia mais abaixo)

RH - Tenho conversado aqui e acolá, de forma muito cautelosa e silenciosa, porque essa costura requer paciência, humildade e consonância com um projeto claro para o município de Campos. Contudo, procuro ignorar gente que dar um boi para depois querer uma boiada. Não sou passarinho de gaiola (que vive preso – por causa dos comprometimentos). Tem muita gente que é aliada de todas as horas enquanto dura o governo, mas ao fim da gestão, quando acaba o poder, aí se manifestam. Eu sempre atuei com liberdade e transparência. Foi assim quando atuei no governo de Rosinha, no de Arnaldo e no governo de Mocaiber, que rompi por não concordar com gestões atravessadas, que vão contra o interesse da população de Campos, terra de tradições e que não é uma cidade qualquer.

C24H - O presidente Jair Bolsonaro fala em descentralização do poder, e enfatiza a máxima de “menos Brasília e mais Brasil” para apregoar o municipalismo. Você é a favor?

RH - Falar é fácil, o difícil é fazer, porque ele é concentrador. Mas se o Bolsonaro fizer isso será muito saudável para o país.Contudo, será muito importante que o povo eleja prefeitos e parlamentares regionalistas. Quando fui deputado, eu e a deputada Aspásia Camargo fomos destaque na Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro) nas ações da Frente Parlamentar Municipalista. Não podemos continuar com esse modelo que suga recursos dos municípios, já que a União retém 70% dos recursos arrecadados dos tributos, etc enquanto repassa 20% para os Estados e apenas 10% para os municípios.

C24H - Cite um ponto que você considera que essa mudança possa ser positiva para os municípios

RH- Fui um deputado que sempre lutei pelo fortalecimento dos municípios. Defendo que os parlamentares tenham posicionamento regionalista. Foi dessa forma que lutei e consegui aprovar a Ponte da Integração (que ligará São João da Barra, Campos e São Francisco do Itabapoana). A nossa região tem investimentos de porte, importantes para a região e para o Brasil, que são o Porto do Açú, a duplicação e construção do novo contorno da BR-101 em Campos e a construção da EF-118 que será uma ferrovia litorânea. Se estivéssemos no sistema municipalista, certamente que esses projetos estariam mais adiantados porque parte dos recursos estariam aqui e não em Brasília. (Leia mais abaixo)



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