Postura na praia e também na cidade

Campos 24 Horas ENTREVISTA - Fabiano de Araújo Mariano, subsecretário de Fiscalização de Posturas do Município


Atualizado: segunda-feira, 05 de janeiro de3 2015     -     Foto: Campos 24 Horas Postado por: Fabiano Venancio Mariano-RL (1)Embora neste período do ano as atenções estejam voltadas para a praia de Farol de São Thomé, as ações na cidade continuam e a subsecretaria municipal da Divisão de Postura continua atuando e de olho nas irregularidades. A declaração é do titular da pasta, Fabiano de Araújo Mariano, que mais um ano está responsável pelo trabalho, também na praia campista, desta vez com uma diferença grande em relação ao ano passado: mudança do local do palco oficial de shows e, em consequência, de barracas, ambulantes, entre outros. Mariano explica que, como toda a imprensa já noticiou, a mudança de local de shows se deu com base na decisão de uma ação judicial proposta em 2008, pelo Ministério Público Federal, sobre a realização de eventos culturais, artísticos ou esportivos na orla da praia do Farol, o que causa danos ao meio ambiente. Mas nem só em festas trabalha a Postura, segundo o subsecretário. El conta que, entre tantas outras atribuições, está a fiscalização de quiosques, bancas de jornal e veículos abandonados em vias públicas, o que, neste caso, aumenta a cada ano, principalmente em frente a locais que funcionam como ferros-velhos. Mariano-RL (2) Confira a entrevista: Campos 24 Horas – A grita maior dos barraqueiros este ano em Farol ficou por conta de barracas eles que tiveram de comprar. Porque? Fabiano de Araújo Mariano – Durante quatro anos a Prefeitura auxiliou os barraqueiros cedendo barracas e agora eles tiveram de adquirir, o que foi um pré-requisito. Com isso conseguimos num olhar técnico, valorizar os verdadeiros profissionais da área, porque da maneira flexível que estávamos fazendo, sempre apareciam os aventureiros, o que era uma reclamação dos próprios que trabalham no ramo o ano todo. O objetivo é dar maior atenção a esses profissionais, inclusive, incentivando para que se transformem em microempreendedores, devidamente regularizados junto ao INSS, entre outros, o que só gerará benefícios a eles. C24H – E a partir daí houve uma redução de barracas e mais outras mudanças, não é? Mariano – Sim. De 90 barracas que tinham ano passado, foi diminuído para 50, mais 12 de churros e pipoca, totalizando 62. Outra mudança foi a retirada de alguns camelôs que se juntavam aos artesãos de fato, num espaço intitulado “Feira de Artesanato”, o que não era. O que fizemos? Colocamos esses camelôs num espaço próprio ao lado da academia de musculação e ali hoje se concentram 30 barraqueiros. E os artesãos que fazem parte da Feira Mãos de Campos e todo ano participa da festa, vamos a partir do dia 16, coloca-los próximos ao muro da Marinha, também num espaço só para eles. C24H – A mudança do local do palco, por ordem judicial, trouxe impactos negativos ou positivos? Mariano – Por um lado positivo, mas por outro negativo. Positivo, porque com isso a Prefeitura conseguiu estruturar toda a área de show com mais segurança e, ainda, contemplou também moradores e veranistas de outras áreas. Negativo não por conta do poder público, como já disse, mas para as pessoas que há anos estavam acostumadas com aquele local e sentiram a diferença. E toda mudança traz resistência, mas nada disso trouxe prejuízo à população em termos de shows e segurança. C24H – Com isso o posto médico de atendimento em dias de eventos também mudou e não está mais em barracas... Mariano-RL (1)Mariano – Não está, porque em função de toda essa mudança, resolvemos montar esse mesmo posto médico em local mais estruturado, lá perto da área de shows. A partir daí montamos o posto na Escola Municipal Cláudio Almeida, que fica uma rua após o palco oficial. E ainda no atendimento à saúde, a população de Farol pode contar com a Casa de Vacina em pleno funcionamento. Sem falar que maqueiros também estão a postos para as emergências nos dias de shows e ambulâncias em locais estratégicos. C24H – Por falar em saúde e prevenção, o que a Postura está fazendo para evitar uso de garrafa de vidro durante os shows? Mariano – Os fiscais têm percorrido a orla conscientizando os ambulantes da não venda de bebida em garrafa de vidro, inclusive, esse item constava no edital de inscrição. A mesma medida foi tomada com os donos de quiosques, principalmente, nos horários de shows e trios elétricos. Mas existe também na praia uma cultura das pessoas levarem suas bebidas em garrafas de vidro para a rua. Neste caso a gente pede que assim que elas esvaziarem as garrafas, que entreguem a um ambulante, um quiosqueiro ou até mesmo a um policial ou guarda municipal, evitando que fiquem jogadas pelas ruas. Mariano 0401C24H – E o espaço tradicional onde eram realizados futebol de areia? Também sairá de lá? Mariano – Poderá funcionar no mesmo local, mas não à noite, como era de costume, porque segundo ecologistas, a luz intensa atrapalha as tartarugas que vêm na areia para desova, desorientando os filhotes. E o pior é que, tradicionalmente, o futebol de areia é praticado à noite, por isso ainda está sendo estudado se o espaço continua ali ou também terá que ser mudado. C24H – Com o foco na praia, como fica a fiscalização no Centro da cidade para que os camelôs não retornem aos espaços que foram desocupados? Mariano – A fiscalização neste sentido é permanente e está sob controle, embora alguns até tentem burlar a ordem, principalmente, no quadrilátero do Centro Histórico, onde foram retirados todos os camelôs. Nesta ação um dos nossos aliados é a Guarda Civil Municipal, que nos ajuda monitorando. Quando a gente fala dos camelôs que saíram do Centro, as pessoas só pensam no Calçadão, mas tem também os do Terminal Rodoviário Luiz Carlos Prestes, Boulevard Francisco de Paula Carneiro, em frente aos Correios, o trecho em frente à igreja Boa Morte, parte da rua Formosa, Barão de Cotegipe, avenida Pelinca, além de outros locais pontuais. C24H – Ainda na cidade, e a fiscalização quanto a veículos abandonados em vias públicas? Mariano – Também continua e o trabalho se dá através de denúncia, que pode se feita pelo telefone (22) 2723-3781, porque se o fiscal passa por este em determinado local, acredita que esteja estacionado e quem pode dizer se está ali abandonado é o morador próximo, por exemplo. Mesmo assim a gente fica cerca de 20 dias monitorando para constatar o abandono, sendo o proprietário depois notificado. Se o veículo tem placa de identificação, a gente faz o trabalho pelo Código de Trânsito e este pode ser rebocado. No final do ano passado fizemos uma ação no Jóquei, onde existia em frente a um ferro velho, mais de 20 veículos abandonados. Quem é proprietário de ferro velho deve manter esses veículos dentro do seu estabelecimento e não em via pública.



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