Porto Central fecha com a Petrobras e mira em parques eólicos

Empreendimento na divisa entre o Espírito Santo e Rio de Janeiro tem previsão de entrar em operação a partir do segundo semestre de 2023


  • 08/12/2021, 23h30, Foto: Divulgação.

O Porto Central acaba de assinar um Memorando de Entendimentos com a Votu Winds, empresa que planeja instalar um complexo de parques eólicos offshore na região do litoral sul do Estado do Espírito Santo. O terminal portuário é um empreendimento que está sendo construído no sul capixaba, na divisa com o Estado do Rio de Janeiro, com impactos econômicos no Norte Fluminense, especialmente em São Francisco de Itabapoana. O Porto também assinou contrato com a Petrobras para a realização de operações de transbordo de petróleo e derivados no terminal de granéis líquidos do terminal localizado em Presidente Kennedy-ES. .

A localização do projeto da Votu Winds é considerada estratégica por congregar uma região que além de destacada intensidade e qualidade de ventos conta com a infraestrutura portuária do Porto Central e com a proximidade dos centros econômicos e industriais do país. . (Leia mais abaixo)

Parte da geração de energia será utilizada na produção de hidrogênio e amônia verdes, combustíveis com papel primordial na transição para um mundo carbono neutro.

A parceria com a Votu Winds no desenvolvimento dos estudos de viabilidade para o projeto de energia renovável está alinhada com os objetivos do Porto Central de desenvolver um Hub de Energia Verde e Limpo na região para um futuro mais sustentável.

Também ainda este ano, a Petrobras e o Porto Central assinaram contrato para a realização de operações de transbordo de petróleo e derivados no terminal de granéis líquidos do Porto Central.

“Ter o maior player da indústria de óleo e gás do Brasil como um dos clientes do Porto Central, juntamente com outras petroleiras internacionais, reforça a importância do projeto para o mercado”, disse o diretor presidente do Porto Central, José Salomão Fadlalah.

O terminal de granéis líquidos do Porto Central contará com 25 metros de profundidade e quatro berços capazes de receberem navios de classe VLCC com capacidade de 2 milhões de barris de petróleo. (Leia mais abaixo)

Salomão afirma que o Porto Central é hoje o único projeto portuário em fase de implantação capaz de atender à crescente produção de petróleo, o que demonstra sua relevância na matriz logística dos grandes players do mercado.

A Primeira Fase do porto consolidará o início do desenvolvimento do Hub de Energia do Porto Central. Além de atender a demanda por movimentação de petróleo bruto e importação e distribuição de derivados de petróleo, também servirá à demanda de gás natural, bem como geração de energia limpa, através de projetos solares e eólicos, o que também viabilizará a produção em larga escala de hidrogênio e amônia verde para atender aos mercados internacional e doméstico.

De acordo com Salomão, o Porto Central entrará em operação no segundo semestre de 2023 com olho no mercado do petróleo na Bacia de Campos.

“Trata-se de um ano muito importante porque 2023 casa com a entrada de produção de uma série de campos de produção de petróleo e uma das nossas cargas âncora é o petróleo, é a movimentação de petróleo entre navios. Então, precisamos estar muito atentos ao cronograma de chegada dessas plataformas. Nosso trabalho estar sendo todo focado nessa finalidade, estar pronto no segundo semestre de 2023”.

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