Ato: professores sem reajuste e frustrados com Pezão

Em Campos, professores da rede estadual em greve se concentram no Liceu e seguiram em passeata até o Centro da cidade. Alunos apoiaram


Atualizado - 16/09/2015   às 15h50h   -   Foto: Filipe Lemos/Campos 24 Horas professor ato 2 unnamed (32) unnamed (38) unnamed (39)Os profissionais de educação das escolas estaduais paralisaram, nesta quarta-feira(16),  as atividades por 24 horas para reivindicar 20% de reajuste salarial (perdas desde o governo Cabral). O governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) anunciou que não concederá qualquer ajuste este ano. Em Campos, ocorreu uma concentração às 13h30 em frente ao Liceu de Humanidades de Campos. Posteriormente, seguiram em passeata até a Praça do Santíssimo Salvador, na área central. No ato, pelo menos 70 pessoas entre estudantes e professores marcaram presença. A professora Odisséia Carvalho, representante do Sindicato dos profissionais da Educação(Sepe)  no interior,  falou ao Campos 24 Horas. unnamed (42)"Estamos fazendo essa paralisação para reivindicar várias coisas que ainda não foram atendidas. Estamos desde 2012 com nosso plano de carreira ainda para ser implementado. Outra questão é o aumento de 0% que o governador nos propôs. Agora no final do mês de setembro teremos uma nova audiência com o governador, mas por enquanto não aceitamos, precisamos da reposição da inflação, temos uma reivindicação de 20%. Na questão pedagógica, havia a obrigatoriedade do sábado letivo de 16h semanais, e hora extra aos sábados. Porém, atualmente o sábado não é mais obrigatório. Desejamos mais qualidade no ensino, que está com uma defasagem", ressaltou Odisséia. "O professor trabalha todos os dias sob pressão, tem alguns alunos que não colaboram, e o salário  é inexplicável", disse o estudante Carlos Yuri ao Campos 24 Horas. "Hoje não temos nem o que falar o que sofremos com o atual governo. Os professores e nós, alunos, não merecemos estar passando por essas situações", contou a estudante Camila Nogueira. "Estou há quatro anos estudando no Liceu e até hoje os professores não receberam nenhum aumento salarial. Todos os dias eles estão batalhando e merecem reconhecimento e o aumento que estão reivindicando", disse a estudante Vitória Acruche. Servidores não aceitam ficar sem aumento Pezão frustrou o funcionalismo estadual ao anunciar 0% de reajuste em audiência com o Sepe, no Palácio Guanabara, em agosto. Ele botou a culpa na crise econômica para anunciar a falta de reajuste, mas os profissionais de educação não aceitarão essa desculpa. Para o Sepe, causa estranheza que o governo estadual não tenha dinheiro para o reajuste da principal categoria. Afinal, o Rio é o segundo estado em arrecadação de recursos no país. Além do mais, se o Rio tem dinheiro para as olimpíadas, para os mega eventos, tem que ter para a Educação! Essa proposta de zero por cento é mais um ataque à educação pública de nosso estado. A categoria não vai aceitar o reajuste zero. Além disso, as escolas estão em péssimas condições: faltam professores e funcionários; faltam materiais pedagógicos e de limpeza; as turmas estão superlotadas e nem todas as salas estão climatizadas. ALERJ realiza audiência pública e SEPE cobra da SEEDUC cumprimento da pauta No dia 2 de setembro, a Comissão de Educação da ALERJ realizou uma audiência Pública para discutir a política educacional do governo do estado. A audiência também contou com os integrantes da Comissão de Direitos Humanos, do Conselho Estadual de Educação, além de outros deputados. O secretário estadual de Educação Antonio Neto participou da audiência. A direção do sindicato questionou a aplicação do Projeto Autonomia e cobrou o cumprimento dos vários compromissos assumidos pelo governo na audiência com Pezão. Estes são os ítens da pauta: 1) Reajuste Salarial de 20% e pagamento do enquadramento por formação; 2) Abono dos dias de greve e paralisações para fins funcionais (1993 a 2015); 3) Fim da centralização da perícia médica; 4) Fim da obrigatoriedade dos “Sábados letivos”; 6) 30 horas de trabalho para os funcionários; 7) Pagamento retroativo do reajuste de 2014 para os animadores culturais; 8) Abertura de discussão da “Pauta pedagógica” (incluindo o cumprimento da Lei do 1/3 de Planejamento).



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