Postado por Fabiano Venancio - A festejada Copa São Paulo de Futebol Junior está chegando ao seu final. E mais uma vez o futebol de Campos ficou de fora da disputa. Nem Americano ou Goytacaz conseguiram se organizar ou alcançar uma condição técnica que lhes permitissem disputar a competição, considerada a maior vitrine das categorias de base do futebol brasileiro. Como clubes essencialmente formadores de atletas, os dois campistas que mantém futebol profissional teriam na Copinha uma janela de oportunidades para mostrar suas “jóias” das divisões de base e, quem sabe, almejar uma transferência de um ou outro jogador, o que permitiria acumular recursos para a sobrevida financeira. O Campos 24 Horas mostra como a competição pode dar mais visibilidade para os jovens atletas e também a opinião do atual treinador do Americano.
O treinador Rafael Soriano, hoje no comando do elenco principal do Americano, mas que também trabalhou nas divisões de base do Goytacaz, identifica hoje uma situação bem mais difícil do que antes, em razão dos critérios de participação no últimos campeonatos estaduais. Antes a participação dos clubes de menor investimento era feita por convite. (Leia mais abaixo)
“Antes, havia clubes até de menor expressão que conseguiam um convite para disputar a Copinha. Mas hoje, porém, a CBF organiza suas competições de base sub-23, sub-20 e sub-17 e indica os clubes, assim como as federações o fazem pela classificação nos estaduais. Hoje, infelizmente, os clubes de Campos sequer estão disputando a Série A do Campeonato Estadual. Ficou mais difícil”, disse Soriano.
“Seria uma boa oportunidade porque os clubes teriam mais visibilidade e participariam de uma grande vitrine do futebol brasileiro que é a Copinha. Mas hoje, além dos quatro grandes da capital, somente Madureira e Nova Iguaçu conseguiram as suas vagas pela posição no estadual”, comentou ainda o treinador.
MAIS VISIBILIDADE - Alguns jogos da Copinha são televisionados, o que faz a Copinha ter ainda mais visibilidade para os jovens atletas e os clubes formadores. Conseguir um lugar ao sol não é fácil. Parte desses garotos de até 20 anos sonham com as chances de serem vistos por algum olheiro ou empresário, se profissionalizar ou conseguir contratos fora do país. Ali, bastam 15 ou 20 minutos para mudar a vida do jogador e ele conseguir a ascensão. Algumas estratégias já são traçadas antes mesmo de começar a competição.
Usar o máximo de jogadores inscritos é uma delas. Para quem sabe que dificilmente passará da primeira fase, rodar quase todos os meninos é a forma de dar oportunidade a cada um deles. A competição permite seis substituições por partida, o que garante, ao todo, a possibilidade de colocar até 17 meninos diferentes em campo por jogo.
O cubes vêem nessa vitrine a chance de render bons frutos no futuro. Um ou dois jogadores da base negociados com clubes grandes podem garantir a sobrevivência dessas equipes de baixo investimento. (Leia mais abaixo)