Por que o nº de acertos não determina a nota do Enem? Entenda

Método de correção chamado Teoria de Resposta ao Item avalia a coerência no desempenho


  • 13/11/2023, 15h14, Foto: Divulgação.

Apenas saber a quantidade de questões que acertou no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) não é o bastante para que o candidato adivinhe como seu desempenho será avaliado na nota final.

Então, mesmo com a antecipação da divulgação do gabarito oficial para esta terça-feira (14), será preciso esperar a divulgação das notas individuais no dia 16 de janeiro de 2024. (Leia mais abaixo)

Como é a calculada a nota do Enem Cada questão pode ter um peso diferente a depender das outras questões que o candidato acertou ou errou. Ou seja, a nota final não é simplesmente a soma do número absoluto de acertos.

É a Teoria de Resposta ao Item (TRI), método de correção utilizado no Enem, que torna isso possível. A TRI prioriza o desempenho que for coerente.

Dois alunos que acertarem exatamente o mesmo número de perguntas podem tirar notas diferentes. O raciocínio por trás disso é que, se alguém acerta as questões mais difíceis, mas erra aquelas consideradas fáceis, provavelmente "chutou" as respostas. Por isso, terá uma nota inferior à de um estudante que acertou as fáceis, mas errou as mais complexas

Para que existe a TRI? A TRI apresenta as seguintes vantagens em relação ao método clássico de correção:

  • ao detectar os famosos "chutes", ela premia o aluno que, de fato, se preparou para a prova;
  • possibilita a comparação entre candidatos que tenham feito diferentes edições do exame;
  • torna mais improvável que dois concorrentes tirem exatamente a mesma nota, já que o resultado final é divulgado com duas casas decimais (816,48 pontos, por exemplo).

Por que a nota da prova não vai de 0 a 1.000? No Enem 2022, a nota máxima na prova de Linguagens, por exemplo, foi 801,00 e a mínima, 269,90. (Leia mais abaixo)

Ou seja: quem acertou todas não tirou 1.000, e quem errou 100% das perguntas não ficou com zero. Por quê?

Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), que organiza e aplica o Enem, o que determina os "extremos" da nota é o grau de dificuldade das perguntas daquela edição.

"Quando a prova for composta por muitos itens fáceis, o máximo tenderá a ser mais baixo, e quando for formada por itens difíceis, o mínimo tenderá a ser mais alto", diz o órgão, em documento de orientação aos participantes.

Fonte: G1



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